A greve dos funcionários da Urbanizadora Municipal (Urbam) ganhou novos desdobramentos em São José dos Campos com a adesão dos trabalhadores da Central 156, serviço responsável pelo atendimento direto à população. A paralisação, iniciada na última segunda-feira (13), já afeta serviços essenciais e aumenta a pressão sobre a administração municipal.
O movimento reúne cerca de 2 mil trabalhadores e foi motivado por uma série de reivindicações da categoria, como reajuste salarial, aumento no vale-alimentação, revisão do convênio médico e pagamento de adicionais, além de melhorias nas condições de trabalho.
Com a entrada dos funcionários da Central 156 na greve, os impactos se estendem também ao atendimento ao cidadão, dificultando o registro de solicitações e reclamações relacionadas a serviços públicos, como limpeza urbana e manutenção da cidade.
Desde o início da paralisação, diversos serviços vêm sendo comprometidos. Entre os principais estão:
• coleta seletiva de lixo
• varrição de ruas
• andamento de obras públicas
• atendimento telefônico e digital à população
A Urbam informou que mantém um plano de contingência para reduzir os prejuízos, mas reconhece que a greve compromete a execução de atividades essenciais.
Em nota, a Urbam se pronunciou, afirmando que os serviços da central 156 seguem normalmente. Além afirmarem que o movimento apresenta baixa adesão, com a participação de aproximadamente 300 pessoas, e não 2.000, como tem sido divulgado pelo sindicato.
Confira a nota oficial:
"A Urbam informa que a execução dos serviços essenciais segue sendo garantida nesta quinta-feira (16), em conformidade com a decisão proferida no Dissídio Coletivo de Greve.
A empresa destaca que o movimento apresenta baixa adesão, com a participação de aproximadamente 300 pessoas, e não 2.000, como tem sido divulgado pelo sindicato. Tal divergência reforça que o cenário real de adesão é muito inferior ao que grupos externos e sem vínculo com a companhia tentam projetar para desorientar trabalhadores e a população.
Nos termos da decisão judicial, está assegurada a obrigatoriedade de manutenção mínima de 70% dos trabalhadores nas atividades essenciais como: coleta de resíduos, varrição, serviços funerários, distribuição de medicamentos e sistemas de atendimento.
Cabe esclarecer que o descumprimento desta determinação judicial sujeita exclusivamente o sindicato à aplicação de multa diária de R$ 5.000,00 por trabalhador que não estiver em atividade. A multa é de responsabilidade da entidade sindical e não se aplica individualmente aos trabalhadores.
A Urbam agradece o comprometimento e o profissionalismo dos colaboradores que permanecem em seus postos, garantindo a continuidade dos serviços e a proteção da ordem urbana de São José dos Campos."
Comentários (1)
uma boa quantidade de profissionais do 156 aderiram, o resto ficou com medo do chefe de lá. que estava na cabeça deles, já fazendo oque mais sabe fazer, pressão psicológica. assédio, Perseguicao, ameaça.
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