domingo, 20 de setembro de 2026
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Fotos antigas que mostram a SJC do passado

Rodoviária Velha, Igreja Matriz, Mercadão e outros pontos tradicionais registram a evolução da cidade que hoje é referência tecnológica no Vale do Paraíba

Fotos antigas que mostram a SJC do passado
Foto: Reprodução

Antes de se tornar um polo tecnológico e industrial, São José dos Campos cresceu a partir de poucos pontos centrais, que hoje carregam décadas de história em suas ruas, prédios e avenidas.

Um conjunto de fotos antigas resgata como esses lugares eram há décadas e como se transformaram até os dias atuais, revelando a evolução de uma cidade que passou de vila do interior a um dos principais centros urbanos do estado de São Paulo.

Um dos pontos de partida dessa história é a Avenida Doutor João Guilhermino, no Centro. Até 1905, ela era conhecida como Avenida da Estação, por dar acesso à estação ferroviária instalada em 1876, responsável por impulsionar o crescimento populacional da cidade. Suas famosas palmeiras imperiais foram plantadas em 1896, e ao longo das décadas seguintes a via passou por sucessivos melhoramentos: em 1909, recebeu iluminação com lâmpadas a arco voltaico, e em 1913, 1917 e 1919 passou por obras de prolongamento e pedregulhamento.

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O nome atual é uma homenagem ao médico italiano Giovanni Guglielmino, o primeiro da cidade, que atendia gratuitamente a população mais pobre. Hoje, a avenida é um dos principais corredores comerciais e de ligação entre a zona sul e o Centro.

Próxima dali, a Rodoviária Velha, oficialmente Terminal Urbano Central, também guarda registros de décadas de movimento na região da Praça Afonso Pena. Já em 1950, jornais da época discutiam a necessidade de um terminal fixo para os ônibus que circulavam pela Rua 15 de Novembro. O antigo terminal funcionou como principal referência de embarque e desembarque da cidade até a inauguração da Rodoviária Nova, o atual Terminal Rodoviário Frederico Ozanan, em 1989. As imagens de décadas passadas mostram o entorno da Rodoviária Velha e da Igreja Matriz movimentado por ônibus, comerciantes e pedestres, um cenário que ainda hoje marca a paisagem do centro histórico.

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Já na Zona Sul, a Avenida Cassiopeia testemunhou a transformação de uma área que antes era apenas parte de uma fazenda. O Jardim Satélite começou a ser ocupado no fim dos anos 1950, e a região da avenida, no cruzamento com a Avenida Andrômeda, foi onde surgiu a primeira capela do bairro, construída em pau-a-pique em 1960 por moradores locais. No lugar dela, ergueu-se posteriormente a Igreja do Espírito Santo, hoje referência arquitetônica do bairro. Fotos de 1978 mostram a Avenida Cassiopeia ainda com pouca infraestrutura, bem diferente da avenida movimentada que conhecemos atualmente, uma das principais do que se tornou o segundo maior centro comercial da cidade.

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No coração do Centro, a Igreja Matriz de São José dos Campos carrega a própria história da fundação da cidade. A primeira capela foi erguida ainda em 1643, época da aldeia indígena que deu origem ao município. Depois de desmoronar em 1831 e ser reconstruída em taipa de pilão, a igreja ganhou sua versão atual, em alvenaria, inaugurada em 1934. O templo está localizado no chamado marco zero da cidade, e imagens antigas mostram a movimentação de fiéis e comerciantes ao redor da praça, muito próxima também da Rodoviária Velha.

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A poucos metros dali está o Mercadão Municipal, um dos símbolos mais tradicionais de São José dos Campos. Sua origem remonta a 1896, quando o primeiro mercado ocupava apenas um terço da área atual, ao lado do antigo Largo d'Aparecida, ponto de parada de tropeiros. O prédio que conhecemos hoje foi construído entre 1921 e 1923, durante a gestão do prefeito João Alves da Silva Cursino. Desde a década de 1990, o espaço passou por diversas reformas de preservação, incluindo a recuperação das cores originais da fachada e a modernização da estrutura interna, mantendo vivas tradições como o tradicional pastel com caldo de cana.

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Já fora do núcleo histórico, o Anel Viário representa a fase mais recente dessa transformação urbana. Batizado oficialmente de Complexo Viário Sérgio Sobral de Oliveira, o sistema foi concebido para integrar as regiões Sul, Leste e Norte da cidade sem depender da malha urbana ou da Rodovia Presidente Dutra. Hoje, recebe um fluxo médio de 95 mil veículos por dia, e seu mirante se tornou um dos cartões-postais mais procurados da cidade, com vista para a Serra da Mantiqueira. Fotos da década de 1980 mostram um anel viário ainda incompleto, bem diferente da estrutura ampliada que existe atualmente.

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Por fim, o Calçadão do Centro, na Rua Sete de Setembro, nasceu de uma reivindicação antiga do comércio local. A obra que transformou a rua em área exclusiva para pedestres foi concluída em apenas 84 dias, nos anos 1970, sob supervisão da Urbanizadora Municipal (Urbam). À época, comerciantes destacavam o risco que os carros representavam para os pedestres, com veículos passando a mais de 50 km/h pela via. A reforma foi celebrada como um marco para o comércio joseense e, até hoje, o Calçadão segue como um dos pontos de maior circulação de pessoas na cidade.

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Juntos, esses pontos, a Avenida João Guilhermino, a Rodoviária Velha, a Avenida Cassiopeia, a Igreja Matriz, o Mercadão, o Anel Viário e o Calçadão, contam a trajetória de uma cidade que se reinventou várias vezes ao longo do século passado, sem deixar de lado os espaços que ajudaram a formar sua identidade.

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