A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu um passo importante para a autonomia da saúde pública brasileira ao iniciar a produção totalmente nacional do tacrolimo, medicamento fundamental para evitar a rejeição de órgãos em pacientes transplantados.
O primeiro lote foi fabricado na unidade de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, e conta com mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg. Antes de chegar aos pacientes, o medicamento ainda passará por testes de qualidade e pelo processo de atualização de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O tacrolimo é amplamente utilizado por pacientes que passaram por transplantes de órgãos, como rim, fígado e coração, sendo essencial para evitar a rejeição do enxerto pelo organismo. Até então, o Brasil dependia da importação de insumos para a produção do medicamento, o que tornava o abastecimento mais vulnerável a oscilações do mercado internacional.
Com o novo avanço, o país passa a dominar todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo a fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), componente principal do medicamento. A iniciativa representa um marco na política de fortalecimento da indústria farmacêutica nacional e na garantia de acesso contínuo a tratamentos essenciais.
Além de reduzir a dependência externa, a produção nacional do tacrolimo pode contribuir para maior segurança no fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando milhares de pacientes que dependem do medicamento para manter a qualidade de vida após o transplante.

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