sexta-feira, 16 de outubro de 2026
aviação

Exportações de aeronaves de SJC crescem 12,34% e chegam a US$ 2,20 bilhões em 2026

Vendas externas do setor aeroespacial somam alta no acumulado de janeiro a setembro e alcançam 52 países; Embraer é principal responsável pelo desempenho

Exportações de aeronaves de SJC crescem 12,34% e chegam a US$ 2,20 bilhões em 2026
Foto: Reprodução

As exportações de aeronaves de São José dos Campos somaram US$ 2,20 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, valor superior aos US$ 1,96 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado representa crescimento de 12,34% e reforça o peso do setor aeroespacial na pauta de comércio exterior do município.

O desempenho é impulsionado pela presença do complexo industrial da Embraer, principal fabricante e exportadora de aviões do Brasil. No acumulado deste ano, a cidade enviou produtos aeronáuticos para 52 países, ante 51 destinos atendidos em 2025.

Setor lidera a pauta exportadora

O avanço mantém uma tendência já observada nos últimos anos. Em 2025, aviões, helicópteros e satélites somaram US$ 2,95 bilhões, o equivalente a cerca de 72% de tudo o que o município exportou. No mesmo ano, São José dos Campos foi o quarto maior exportador do estado de São Paulo e vendeu para aproximadamente 120 países.

No primeiro semestre de 2026, a cidade exportou US$ 1,5 bilhão, e o setor aeronáutico respondeu por 68,7% dos embarques. O resultado também colocou o município na liderança entre as cidades do Vale do Paraíba, região que acumulou US$ 4,5 bilhões em exportações no período, alta de 13,3% em relação ao ano anterior.

Embraer registra bom momento

O desempenho da pauta acompanha os resultados da Embraer, que tem sede em São José dos Campos. Segundo a companhia, foram entregues 109 aeronaves no primeiro semestre de 2026, cerca de 20% a mais do que as 91 do mesmo intervalo de 2025. No segundo trimestre, a empresa entregou 65 aviões, sendo 45 executivos e 20 dos segmentos comercial e de defesa.

A fabricante também registrou receita de US$ 2,2 bilhões no período, o maior valor já alcançado em um segundo trimestre, e a carteira de pedidos subiu para US$ 34,5 bilhões. A Embraer é historicamente voltada ao mercado externo: mais de 90% da produção é exportada.

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