quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Estudo desafia crença popular e aponta que pets não reduzem estresse

Pesquisa com tutores de cães e gatos revela que animais de estimação estão associados a emoções mais positivas no dia a dia, mas não reduzem os efeitos do estresse; entre donos de gatos, podem até intensificar sentimentos negativos.

Estudo desafia crença popular e aponta que pets não reduzem estresse
Estudo desafia crença popular e aponta que pets não reduzem estresse AquiVale/Imagens

A ideia de que cães e gatos ajudam a aliviar o estresse faz parte do senso comum e é frequentemente reforçada por relatos de tutores. No entanto, um novo estudo publicado na revista científica Frontiers in Psychology sugere que a relação entre os animais de estimação e o bem-estar emocional pode ser mais complexa do que se imaginava.

A pesquisa acompanhou 188 donos de cães e gatos durante cinco dias. Ao longo do período, os participantes registraram, em tempo real, seus níveis de estresse, emoções e interações com os animais. Ao todo, os cientistas analisaram quase 8 mil relatos para compreender como o convívio com os pets influencia o humor das pessoas.

Os resultados mostraram que interagir com animais de estimação está associado a mais emoções positivas e menos emoções negativas no cotidiano. O efeito foi observado tanto entre tutores de cães quanto de gatos, reforçando a ideia de que os pets contribuem para uma sensação geral de bem-estar.

Quando os pesquisadores analisaram especificamente os momentos de estresse, porém, os resultados foram diferentes. O contato com os animais não foi capaz de reduzir os impactos negativos causados por situações estressantes. Entre os donos de cães, as interações não melhoraram nem pioraram as emoções negativas. Já entre os tutores de gatos, os cientistas observaram que os sentimentos negativos relacionados ao estresse poderiam até ser experimentados com mais intensidade.

Apesar da diferença encontrada entre cães e gatos, os autores destacam que ainda não existe uma explicação definitiva para o fenômeno. Uma das hipóteses é que os benefícios emocionais proporcionados pelos animais estejam mais ligados à companhia, ao afeto e à redução da sensação de solidão do que propriamente à capacidade de neutralizar o estresse.

Os pesquisadores ressaltam que os resultados não significam que os pets sejam prejudiciais à saúde mental. Pelo contrário: o estudo reforça que cães e gatos continuam desempenhando um papel importante no bem-estar emocional de seus tutores. A principal conclusão é que a presença dos animais pode tornar o dia a dia mais agradável, mas não necessariamente funciona como uma proteção contra os efeitos psicológicos do estresse.

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