terça-feira, 4 de agosto de 2026
REGIÃO

Empresárias do Vale sofrem golpe de R$ 6 milhões em celulares não entregues por estelionatária

Clientes do Vale do Paraíba e outras regiões denunciam lojista de Taubaté por não entregar aparelhos e eletrônicos

Empresárias do Vale sofrem golpe de R$ 6 milhões em celulares não entregues por estelionatária

Nesta semana, o Aqui Vale recebeu a denuncia de quatro empresárias sobre a ação de uma vendedora de aparelhos celulares e eletrônicos de Taubaté que realizou o golpe quase sempre da mesma forma com clientes do Vale do Paraíba e de outras regiões.

Na primeira compra de Iphones e eletrônicos, tudo acontecia de maneira correta, o produto é entregue (normalmente em quantidades médias ou unitárias), mas a partir do segundo ou terceiro pedido, a mulher não entrega, começa a dar desculpas e praticamente "empurrar" para advogados e não responder mais ligações e mensagens.

"Essa lojista disse que revendia eletrônicos por importação, que fornecia nota fiscal, que era tudo certo! No primeiro pedido, foi tudo certo, e a partir dos outros, ela começou a não entregar mais os aparelhos e foi dando desculpas. E quando pedi o valor de volta, ela encaminhou para o advogado resolver mas ele também me enrolou, e até agora não devolveram o dinheiro", disse Alessandra Pessanha, empresária de São José dos Campos.

Ana Paula Manoel, de Caçapava, também esteve no Aqui Vale e falou sobre o que está sofrendo com a lojista. "Além dos aparelhos que não recebemos, ela tinha falado de uma parceria com um banco. Ela vendia os celulares ao banco e nós receberíamos o lucro, totalizando tudo, foi uma média de quase 500 mil reais. Após o nosso investimento, ela sumiu, nos bloqueou de todas as redes sociais e entramos com um processo na Justiça".

Ana ainda disse que ,como parte do golpe, a mulher responde judicialmente entregando comprovantes falsos de pix, mas na verdade, são comprovantes da negociação que deu certo e não das entregas que não foram feitas, por isso, o Ministério Público arquivou o caso dela.

Patrícia Pontes, empresária de São José, também relatou que a mulher sempre falou de Deus e que não se considerava uma golpista, mas agiu da mesma maneira com ela.

"Tive que pegar dinheiro emprestado para sanar a dívida desses aparelhos, meus filhos atípicos pararam de fazer fisioterapia por causa desse prejuízo".

Milene Miranda falou que além das vítimas de São José, outras pessoas foram lesadas. Elas têm um grupo formado de 30 pessoas, em que totalizando os valores entregues pela estelionatária, perderam quase R$ 6 milhões.

"Ela deu golpes em outros lugares, como em uma lotérica de Curitiba e também em Bragança Paulista, de R$ 500 mil. E ela sempre usa mentiras pra isso, e por isso queremos justiça!".

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