domingo, 5 de julho de 2026
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Empresa Milclean, de Taubaté, pode ter que pagar até R$ 1 milhão para o São Paulo

De acordo com a ação, foram registradas entre 1,3 mil e 1,5 mil faltas mensais de funcionários desde setembro de 2024

Empresa Milclean, de Taubaté, pode ter que pagar até R$ 1 milhão para o São Paulo
Empresa Milclean, de Taubaté, pode ter que pagar até R$ 1 milhão para o São Paulo AquiVale/Imagens

São Paulo Futebol Clube rescindiu o contrato com a empresa de limpeza Milclean, de Taubaté, e ingressou com uma ação judicial cobrando cerca de R$ 1 milhão, além de pedir a rescisão por justa causa. A informação foi divulgada pelo UOL.

O rompimento ocorreu após uma auditoria interna identificar falhas na prestação dos serviços nas áreas sociais do clube, incluindo problemas na execução e no cumprimento de cláusulas contratuais. Segundo o São Paulo, as irregularidades teriam gerado prejuízos operacionais, o que motivou a decisão de encerrar o vínculo e buscar ressarcimento na Justiça.

De acordo com a ação, foram registradas entre 1,3 mil e 1,5 mil faltas mensais de funcionários desde setembro de 2024, número muito acima do limite contratual, que previa tolerância de até 60 ausências por mês.

Quando questionada pelo clube, a empresa alegou enfrentar “dificuldades operacionais” e um processo de “reequilíbrio financeiro”.

A Milclean também informou ter investido cerca de R$ 398 mil em equipamentos para substituir parte da mão de obra, diante da dificuldade de contratação, além de implementar benefícios de assiduidade para reduzir as faltas. No entanto, segundo o São Paulo, essas medidas não tiveram autorização contratual e os equipamentos sequer teriam sido utilizados.

O clube afirma ainda que tentou resolver a situação por meio de reuniões e notificações extrajudiciais, buscando a regularização dos serviços e o ressarcimento de valores pagos a mais, mas não houve acordo.

Na ação, o São Paulo cobra R$ 615,4 mil por descumprimento contratual e R$ 2 milhões referentes a pagamentos feitos além do serviço efetivamente prestado entre setembro de 2024 e março de 2026. Desse total, o clube desconta cerca de R$ 1,6 milhão relativos a serviços prestados entre janeiro e março de 2026 que ainda não foram pagos, resultando em uma cobrança final próxima de R$ 1 milhão.

O contrato, assinado no fim de 2024 durante a gestão do presidente Júlio Casares, previa pagamento mensal de aproximadamente R$ 570 mil para a disponibilização de 96 funcionários por dia na limpeza da sede social do clube, com validade até 14 de junho de 2027.

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