A Embraer estima que poderá ter um impacto financeiro de até R$ 20 bilhões em receitas até 2030, devido à possível imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre a importação de aviões fabricados no Brasil. A medida, proposta pelo governo americano como parte de um pacote de retaliações comerciais, deve entrar em vigor em agosto e afeta diretamente os modelos da Embraer que são exportados para o mercado norte-americano.
De acordo com o presidente da companhia, Francisco Gomes Neto, a medida representa um golpe comparável ao impacto da pandemia de Covid-19 sobre a empresa. Segundo ele, o aumento de custo nos jatos que são enviados aos EUA inviabiliza comercialmente a venda de modelos mais antigos. O executivo também alertou que, caso a tarifa seja mantida, a companhia poderá enfrentar redução de produção, adiamento de entregas, cancelamentos de pedidos e até perda de empregos.
Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, especialmente no segmento de jatos comerciais e executivos. Só os modelos da linha Phenom e Praetor representam cerca de 70% das vendas do segmento executivo da empresa para o mercado americano. No caso dos jatos comerciais, o percentual exportado para os EUA gira em torno de 45%. O valor médio de cada aeronave pode subir em até US$ 9 milhões com a nova tarifa, o que inviabilizaria a competitividade dos produtos brasileiros frente a concorrentes.
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