quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Elefante-marinho é flagrado coçando a cabeça durante descanso em praia

Fêmea foi vista em São Francisco do Sul; presença da espécie é considerada inédita no trecho monitorado desde 2015

Elefante-marinho é flagrado coçando a cabeça durante descanso em praia
Foto: Viviane Ribeiro Lautere/ G1

Uma fêmea de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) foi flagrada bocejando e coçando a cabeça enquanto descansava em uma praia de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. O vídeo foi registrado na tarde de segunda-feira (5), mas o animal permanecia na região nesta terça-feira (6).

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) acompanha a fêmea desde o primeiro registro na região, no sábado (3), quando ela apareceu pela manhã na Praia Grande. A presença de curiosos fez com que o animal se assustasse e retornasse rapidamente ao mar.

Depois, o elefante-marinho passou pelas praias da Saudade e de Itaguaçu, nas proximidades. Horas após deixar a Praia Grande, ele também foi visto na praia do Balneário Brejatuba, em Guaratuba, no litoral do Paraná.

A equipe multidisciplinar do PMP-BS e do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) avaliou o animal. Marcas naturais no corpo permitiram confirmar que se tratava da mesma fêmea observada anteriormente em Santa Catarina.

Segundo os técnicos, o animal apresentava boas condições físicas e não precisou de intervenção. A identificação foi feita a partir da comparação de fotografias registradas pelas equipes da Univille e da UFPR. No domingo (4), a fêmea retornou a São Francisco do Sul.

Registro inédito

Este é o primeiro registro de um elefante-marinho-do-sul vivo no trecho entre Araquari e Itapoá desde o início do monitoramento do PMP-BS na região, em agosto de 2015.

Em outubro daquele mesmo ano, uma carcaça em estado de decomposição havia sido encontrada no litoral catarinense.

Animal é monitorado

Desde o retorno da fêmea a São Francisco do Sul, equipes do PMP-BS/Univille acompanham o animal com apoio dos Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul, da Polícia Militar Ambiental e da prefeitura.

Os profissionais se revezam durante o dia, enquanto outros órgãos parceiros fazem o acompanhamento durante a noite. A área é isolada para evitar a aproximação de pessoas e reduzir o estresse do animal, que pode deixar o local antes de concluir o período de descanso.

A orientação das equipes é para que moradores e banhistas não se aproximem do elefante-marinho.

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