A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor índice para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio em linha com a mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, após 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando a taxa era de 6,1%, houve queda, assim como em relação ao mesmo período de 2025, de 5,8%.
Entre abril e junho, o Brasil contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado pela pesquisa. Em comparação com o trimestre anterior, cerca de 1,1 milhão de brasileiros passaram a integrar o mercado de trabalho.
Em relação à renda, o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.738 no trimestre encerrado em junho, alta de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O avanço da ocupação, porém, não significa necessariamente crescimento na mesma intensidade da renda individual.
Os números foram divulgados em um momento em que a taxa básica de juros (Selic) permanece em 14,25% ao ano. Apesar do custo elevado do crédito, o mercado de trabalho continua demonstrando força, impulsionado pelo aumento da ocupação e do consumo das famílias.
O desempenho do mercado de trabalho ocorre em um contexto de atividade econômica ainda resiliente, apesar dos juros elevados e das condições financeiras mais restritivas. Por outro lado, um mercado de trabalho aquecido também permanece no radar dos formuladores de política monetária, já que a manutenção de níveis elevados de ocupação e renda pode contribuir para sustentar a demanda doméstica — fator acompanhado de perto pelo Banco Central nas avaliações sobre inflação.
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