domingo, 5 de julho de 2026
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Cratera volta a se abrir durante obras e assusta moradores no Jardim Imperial

De acordo com moradores, o solo cedeu novamente durante as escavações realizadas pela empresa responsável pela obra

Cratera volta a se abrir durante obras e assusta moradores no Jardim Imperial
Cratera volta a se abrir durante obras e assusta moradores no Jardim Imperial AquiVale/Imagens

A cratera do Jardim Imperial, na região sul de São José dos Campos, voltou a se abrir durante as obras de recuperação da rua Felisbina de Souza Machado e assustou moradores na manhã desta segunda-feira (18). O desmoronamento aconteceu na área onde equipes trabalham na construção de uma nova galeria de águas pluviais, estrutura que tenta solucionar o problema de erosão registrado no bairro desde fevereiro.

De acordo com moradores, o solo cedeu novamente durante as escavações realizadas pela empresa responsável pela obra. Operários que trabalhavam no local precisaram interromper os serviços após a abertura da nova cratera. Apesar do susto, não houve registro de feridos.

Uma moradora que vive em um prédio em frente ao local relatou que acordou com o barulho do desmoronamento e os gritos dos trabalhadores. Desde o primeiro incidente, moradores da região afirmam conviver com medo de novos deslizamentos e possíveis danos aos imóveis próximos.

As obras de recuperação começaram no dia 9 de abril e incluem a implantação de uma nova galeria de drenagem para conter o avanço da erosão. Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, o contrato da obra é de R$ 6,79 milhões, com prazo estimado de 12 meses para conclusão.

O problema no Jardim Imperial teve início em fevereiro deste ano, quando o rompimento de uma galeria de águas pluviais provocou uma grande erosão na via. Na ocasião, um prédio com 34 apartamentos e quatro casas precisaram ser interditados preventivamente por risco estrutural, e os moradores deixaram os imóveis.

Após obras emergenciais de contenção executadas pela Urbam e vistorias técnicas realizadas em conjunto com o Crea-SP, os moradores foram autorizados a retornar às residências ainda no mesmo mês. A Prefeitura informou anteriormente que a erosão foi causada pela corrosão de uma tubulação metálica subterrânea.

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