O filho do presidente Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e uma empresária com possíveis menções a ele.
A CPI mista do INSS que ocorreu nesta quinta-feira (26) foi marcada por confusão, empurra-empurra e até socos entre os presentes. O tumulto aconteceu após aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha".
Após a confusão, a sessão foi suspensa. Mas, minutos depois, foi retomada com a fala de alguns parlamentares.
O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou ter recebido um dos socos, enquanto o deputado Rogério Correa (PT-MG) admitiu tê-lo atingido quando estava sendo empurrado. Em seguida, Correa pediu desculpas a Lima.
Durante sua fala, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a anulação do resultado em função do que chamou de "contraste" na votação. Após a declaração de Pimenta, o presidente da CPI mista do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou o pedido de anulação.
Viana afirmou que a votação está mantida e que não seria possível a recontagem, já que o cálculo havia sido feito duas vezes. A comissão também aprovou nesta quinta a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos.
Também foram aprovados durante a sessão outros requerimentos relacionados ao Master como a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa.
"Lulinha"
O filho do presidente Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e uma empresária com possíveis menções a ele.
Essa empresária, Roberta Luchsinger, é amiga de Lulinha e teria recebido pagamentos do Careca para atuar junto a órgãos de saúde na venda de produtos de cannabis medicinal. Roberta foi alvo de operação da PF. Ela nega irregularidades em sua relação com o Careca.
Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar, a medida se fez necessária pela suspeita de que o filho do presidente tenha atuado como "sócio oculto" de Antônio Camilo.
Foto: Reprodução/g1
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