A promoção da Coca-Cola em parceria com a Panini para a Copa do Mundo de 2026 acabou gerando um problema inesperado para a fabricante de bebidas.
Após uma série de casos de violação de embalagens em supermercados para retirada de figurinhas promocionais, a empresa passou a recolher e substituir produtos danificados, assumindo os prejuízos causados pela prática.
As figurinhas especiais estão escondidas sob os rótulos de algumas embalagens da marca. No entanto, consumidores passaram a retirar os adesivos diretamente nas gôndolas dos estabelecimentos, deixando garrafas sem rótulo e impossibilitadas de serem comercializadas.
Como consequência, a Coca-Cola iniciou o recolhimento dos produtos afetados e a reposição aos varejistas.
Em nota, a companhia informou que está em contato com os pontos de venda para realizar a coleta das embalagens danificadas e garantir a substituição das unidades comprometidas.
A empresa destacou ainda que não apoia a retirada irregular das figurinhas e reforçou que a campanha tem apresentado boa adesão do público desde seu lançamento.
Especialistas ouvidos pelo UOL avaliam que a responsabilidade pelos prejuízos recai sobre a fabricante, já que a mecânica da promoção foi criada pela própria empresa.
Segundo os juristas, ao inserir as figurinhas nos rótulos das embalagens, a ação acabou criando um incentivo para a manipulação dos produtos nos supermercados, tornando previsível o risco de danos às mercadorias.
Apesar disso, quem for flagrado retirando os rótulos pode responder civil e criminalmente. Dependendo da situação, a conduta pode ser enquadrada como furto ou dano ao patrimônio, além de gerar obrigação de ressarcir o estabelecimento pelos prejuízos causados.
A promoção faz parte de uma campanha global da Coca-Cola para a Copa do Mundo de 2026. Ao todo, 14 figurinhas especiais de jogadores foram distribuídas em embalagens promocionais da marca, despertando o interesse de colecionadores e fãs do álbum oficial do torneio.
Entretanto, o sucesso da iniciativa acabou sendo acompanhado por relatos de garrafas violadas em supermercados de diversas regiões do país.
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