Uma consumidora relatou ter sido vítima do chamado golpe do arrefecimento em um posto de combustíveis localizado no bairro Jardim Paraíso, na zona sul de São José dos Campos. Segundo o relato, enviado a nossa reportagem, o episódio ocorreu na quarta-feira, 13 de agosto, durante um abastecimento de rotina.
De acordo com a versão da cliente, o frentista teria se oferecido para verificar o nível de água e óleo do veículo e aberto a tampa do reservatório de arrefecimento de uma só vez, com o motor ainda quente. O procedimento teria provocado a fervura e o transbordamento do líquido, esvaziando o reservatório. Na sequência, o funcionário teria informado que o sistema estava com ar e recomendado a compra de dois aditivos, adquiridos por ela no valor total de R$ 51,98, além dos R$ 100 gastos em combustível, conforme nota fiscal anexada ao relato.
A consumidora afirma que o veículo havia passado por manutenção completa no sistema de arrefecimento poucos dias antes do episódio e que, ao procurar o mecânico responsável logo depois, não foi constatada a presença de ar no sistema nem qualquer defeito nas peças recém-trocadas. Ela relata ainda ter buscado explicações com um gerente do estabelecimento, que, segundo sua versão, manteve a posição de que o procedimento do frentista havia sido correto e que o problema estaria no carro.
A prática descrita pela cliente é conhecida informalmente como golpe do arrefecimento e consiste, segundo relatos de consumidores e mecânicos, na abertura abrupta da tampa do reservatório com o motor aquecido, o que provoca a liberação repentina de pressão e o derramamento do líquido, criando a falsa impressão de um defeito no veículo. Especialistas recomendam que motoristas não permitam a abertura do reservatório por terceiros e verifiquem os níveis de fluido pessoalmente antes de qualquer abastecimento.
A consumidora informou que já protocolou reclamação no Procon e que pretende acompanhar o desdobramento do caso. Segundo ela, outras avaliações publicadas no Google sobre o mesmo estabelecimento relatam situações semelhantes envolvendo verificação de água e óleo, o que a levou a alertar futuros clientes a não permitirem que frentistas mexam no reservatório e a acompanharem pessoalmente qualquer verificação no veículo.
O posto de combustíveis mencionado no relato não foi identificado nominalmente nesta reportagem pois ainda não temos a versão do estabelecimento. O Aqui Vale preserva este espaço para que a empresa apresente sua versão dos fatos. A reportagem segue em atualização.
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