sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Caso Gisele: Justiça inicia audiência de tenente-coronel, preso em SJC, acusado de matar esposa com tiro na cabeça

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março e responde pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual

Caso Gisele: Justiça inicia audiência de tenente-coronel, preso em SJC, acusado de matar esposa com tiro na cabeça
Caso Gisele: Justiça inicia audiência de tenente-coronel, preso em SJC, acusado de matar esposa com tiro na cabeça AquiVale/Imagens

Antes de iniciar o julgamento que poderá levar o caso ao Júri Popular, a Justiça de São Paulo começou, nesta segunda-feira (29), a fase de audiências de instrução do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O principal acusado é o marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio qualificado e fraude processual.

As audiências têm como objetivo ouvir testemunhas de acusação e defesa, além de peritos que participaram das investigações. Ao fim dessa etapa, caberá ao Judiciário decidir se há elementos suficientes para submeter o oficial a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável pelos crimes dolosos contra a vida.

O caso ganhou grande repercussão nacional após a morte de Gisele, registrada em fevereiro deste ano no apartamento onde ela morava com o marido, na região do Brás, na capital paulista. Inicialmente, a ocorrência foi tratada como um possível suicídio, já que a policial foi encontrada com um disparo na cabeça. No entanto, o avanço das investigações levou a Polícia Civil e o Ministério Público a descartarem essa hipótese.

Segundo a investigação, laudos periciais identificaram lesões no rosto e no pescoço da vítima incompatíveis com suicídio, além de indícios de manipulação da cena do crime e inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel. A perícia também apontou sinais de possível alteração em dispositivos eletrônicos da policial após sua morte, elementos que reforçaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março e responde pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual. Em abril, ficou definido que o caso seria analisado pela Justiça comum, afastando a competência da Justiça Militar para o julgamento do homicídio.

Durante as audiências desta semana, devem prestar depoimento policiais militares, peritos criminais e outras testemunhas ligadas ao caso. O interrogatório do acusado também faz parte da fase de instrução processual. Ao término dos trabalhos, o juiz decidirá se o oficial será pronunciado e levado a julgamento perante um júri popular ou se entenderá que não há elementos suficientes para essa etapa.

O caso é acompanhado de perto pela família da vítima, que sustenta que as provas reunidas ao longo da investigação demonstram que Gisele foi assassinada e que a cena teria sido alterada para simular um suicídio. A defesa do tenente-coronel, por sua vez, nega as acusações e busca afastar a tese de feminicídio durante o processo judicial.

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