domingo, 5 de julho de 2026
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Caminhoneiros ameaçam nova paralisação após alta do diesel

Categoria critica medidas do governo, aponta falhas na redução de preços e cobra ações mais eficazes para conter custos do transporte

Caminhoneiros ameaçam nova paralisação após alta do diesel
Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil/ND Mais AquiVale/Imagens

Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil voltaram a alertar o governo federal sobre a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias. A insatisfação da categoria está ligada ao aumento do preço do diesel e à percepção de que as medidas anunciadas recentemente não tiveram impacto significativo.

Na segunda-feira (16), lideranças do setor se reuniram em assembleia no Porto de Santos (SP) e autorizaram a mobilização. Embora ainda não haja uma data definida, parte dos participantes defende que o movimento comece ainda nesta semana.

A articulação reúne tanto motoristas autônomos quanto profissionais empregados por transportadoras. Um comunicado oficial deve ser enviado ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (17).

Na semana passada, o governo anunciou ações para tentar reduzir os impactos da alta do combustível, incluindo a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, a criação de subsídios e mudanças na fiscalização de preços. No entanto, logo depois, a Petrobras anunciou um reajuste, o que, segundo os caminhoneiros, comprometeu os efeitos das medidas.

A categoria também afirma que parte dos benefícios não chegou ao consumidor final, ficando retida na cadeia de distribuição, e critica a falta de fiscalização. Para os caminhoneiros, as ações do governo ainda não foram suficientes para conter o aumento dos custos.

Entre as principais reivindicações estão a redução do ICMS pelos estados, maior controle sobre os preços, revisão das tarifas de pedágio e o cumprimento do piso mínimo do frete. O movimento é liderado principalmente por autônomos, mas pode ganhar adesão de outros setores.

Apesar das críticas, representantes da categoria afirmam que ainda há espaço para negociação e seguem em diálogo com o governo na tentativa de evitar uma paralisação.

Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil/ND Mais

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