O Brasil venceu o Egito por 2 a 1 neste sábado (6), em Cleveland, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. A equipe de Carlo Ancelotti começou melhor, perdeu rendimento ao longo da primeira etapa, mas voltou mais organizada após o intervalo e garantiu a vitória com gol de Endrick.
A seleção abriu o placar logo aos 7 minutos. Pressionando a saída de bola adversária, Bruno Guimarães roubou a bola no campo de ataque, avançou e finalizou para fazer 1 a 0. A jogada reforçou uma característica que vem aparecendo com frequência na equipe: a pressão após a perda da posse.
A vantagem, porém, durou pouco. Aos 11 minutos, Marquinhos errou na saída de bola e o atacante Ziko aproveitou para empatar a partida. O lance expôs uma desatenção defensiva brasileira justamente no melhor momento da equipe no jogo.
Depois dos gols, o Brasil teve mais posse de bola, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Igor Thiago teve uma boa oportunidade defendida pelo goleiro egípcio, enquanto Vini Jr. participou das principais ações ofensivas. Raphinha teve uma atuação discreta na primeira etapa e pouco conseguiu produzir pelos lados do campo. Lucas Paquetá também ficou abaixo do desempenho apresentado diante do Panamá.
Bruno Guimarães foi o principal destaque do primeiro tempo. Wesley também fazia uma boa partida até sentir uma lesão e deixar o gramado aos 16 minutos, sendo substituído por Danilo. Já Casemiro e Marquinhos acabaram marcados pela falha que originou o gol de empate do Egito.
No intervalo, Ancelotti promoveu diversas alterações. Matheus Cunha entrou no lugar de Vini Jr., Endrick substituiu Igor Thiago, Fabinho assumiu a vaga de Casemiro, Luiz Henrique entrou no lugar de Paquetá, Danilo dos Santos substituiu Bruno Guimarães, Bremer e Léo Pereira entraram nas vagas de Marquinhos e Ibañez, enquanto Weverton substituiu Alisson no gol. Mais tarde, Martinelli e Alex Sandro completaram as mudanças nas vagas de Raphinha e Douglas Santos.
A seleção voltou melhor organizada defensivamente e controlou as ações da partida. Aos 6 minutos do segundo tempo, Matheus Cunha e Douglas Santos pressionaram a saída de bola egípcia, Raphinha recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Endrick finalizar de primeira e marcar o gol da vitória brasileira.
Se no primeiro tempo Raphinha esteve apagado, na etapa final cresceu de rendimento e participou diretamente da jogada decisiva. Endrick aproveitou mais uma oportunidade com a camisa da seleção e reforçou sua candidatura a um espaço maior na equipe de Ancelotti.
O principal ponto positivo do segundo tempo foi a consistência defensiva. Bremer transmitiu segurança na zaga, Léo Pereira entrou bem, Fabinho deu equilíbrio ao meio-campo e Weverton praticamente não foi exigido. Luiz Henrique também aproveitou os minutos em campo e deixou boa impressão.
O Brasil ainda não apresenta o volume ofensivo e as combinações necessárias para chegar à Copa do Mundo como um dos principais favoritos ao título. Por outro lado, a pressão na saída de bola adversária já se tornou uma marca da equipe. Não por acaso, os dois gols da seleção nasceram justamente desse comportamento. A única preocupação fica por conta da lesão de Wesley, que precisou deixar o campo ainda no primeiro tempo.

Endrick comemorando seu gol contra o Egito
Comentários (2)
Vitória importante, mas o amistoso mostrou que ainda há ajustes a fazer. A pressão alta funcionou bem, e Endrick aproveitou a chance mais uma vez.
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