quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Bananinha Paraibuna cresce 3x o faturamento e planeja expansão da produção

Empresa familiar na terceira geração fatura quase R$ 50 milhões

Bananinha Paraibuna cresce 3x o faturamento e planeja expansão da produção
Bananinha Paraibuna cresce 3x o faturamento e planeja expansão da produção AquiVale/Imagens

Tradicional no Vale do Paraíba, a Bananinha Paraibuna vive um novo ciclo de crescimento e expansão. Segundo informações do Pipeline, do Valor Econômico, a empresa registrou um aumento de quase três vezes no faturamento nos últimos anos, impulsionada pela demanda por alimentos naturais e pela forte presença no mercado nacional.

Fundada em 1975 na cidade de Paraibuna, a companhia saiu de um faturamento de cerca de R$ 18 milhões em 2020 para aproximadamente R$ 46 milhões em 2025, com projeção de alcançar R$ 60 milhões em 2026.

O crescimento ocorre mantendo um modelo de gestão familiar — hoje na terceira geração — e com um portfólio concentrado: cerca de 95% da receita vem da própria bananinha, principal produto da marca.

A produção também avançou. Atualmente, a empresa fabrica mais de 8 mil unidades por dia e processa cerca de 15 toneladas de banana in natura diariamente. O uso da fruta fresca, sem conservantes, é um dos diferenciais que sustentam certificações como produto vegano, sem glúten e sem lactose.

Mesmo com propostas de aquisição por grandes grupos, a empresa optou por manter o controle familiar. A estratégia, segundo o Pipeline, é fortalecer a marca e ampliar a distribuição, sem abrir mão da identidade construída ao longo de cinco décadas.

Diante do avanço nas vendas, a companhia avalia agora a construção de uma nova fábrica — possivelmente também no Vale do Paraíba — para ampliar a capacidade produtiva e atender à demanda crescente.

Criada no interior paulista, a bananinha é um doce típico feito à base de banana e açúcar, que ganhou escala industrial e se tornou um dos produtos mais reconhecidos da região.

Fundada pelo avô da CMO Letícia Paiola, em 1975, a companhia tem uma diretoria colegiada formada pelos filhos do alfaiate Célio Geraldo da Silva, que começou a fazer doces clássicos mineiros em grandes tachos de cobre em casa para vender na Rodovia dos Tamoios, após uma falência. Quem transformou o artesanal em grande escala foi o tio Valter.

Foto: Divulgação

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