O mundo deve ultrapassar nos próximos anos o limite de 1,5°C de aquecimento global em relação ao período pré-industrial. O alerta está em um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta quarta-feira (2), que aponta o aumento dos riscos de eventos climáticos extremos e impactos sobre ecossistemas e populações.
O limite de 1,5°C é uma das principais referências do Acordo de Paris, firmado em 2015, que busca manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C e, se possível, limitar o aumento a 1,5°C.
Segundo o relatório, mesmo que o planeta ultrapasse temporariamente esse patamar, ainda é possível reduzir o aquecimento no futuro. O cenário considerado mais favorável prevê que a temperatura global atinja um pico de cerca de 1,8°C e depois volte a cair. Outras trajetórias, porém, apontam para um aquecimento superior a 2°C.
O PNUMA destaca que ultrapassar 1,5°C não significa que a meta climática tenha deixado de existir. A orientação é reduzir rapidamente as emissões de gases de efeito estufa para limitar o período acima do limite e diminuir o pico de temperatura. Quanto menor e mais curto for esse excesso, menores tendem a ser os danos ambientais e sociais.
O relatório também reforça que o cenário depende diretamente das decisões tomadas pelos países nos próximos anos. A organização afirma que tecnologias de baixo carbono, como energia solar e eólica, já estão disponíveis, mas é necessário acelerar a redução das emissões em escala global.
O alerta ocorre em um momento em que as políticas climáticas atuais ainda são consideradas insuficientes para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. O relatório mais recente sobre a lacuna de emissões do PNUMA estima que, mantidas as políticas atuais, o planeta caminha para cerca de 2,8°C de aquecimento neste século.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.