domingo, 5 de julho de 2026
Política

Após ataque à Venezuela, Trump diz que operação militar contra a Colômbia “soa bem”

Além da Colômbia, o presidente dos EUA também direcionou críticas ao México, afirmando que o país precisa “se organizar” e que o governo americano precisa “fazer alguma coisa”

Após ataque à Venezuela, Trump diz que operação militar contra a Colômbia “soa bem”
Após ataque à Venezuela, Trump diz que operação militar contra a Colômbia “soa bem” AquiVale/Imagens

Após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou neste domingo (4) que uma eventual operação militar contra a Colômbia “soa bem” para ele. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, avião oficial da Presidência dos EUA.

Trump fez críticas diretas ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem classificou como “um homem doente”. Petro é o primeiro presidente de esquerda da história recente da Colômbia e já havia sido alvo de sanções impostas pelo governo norte-americano em outubro de 2025.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou Trump. Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar contra o país sul-americano, respondeu: “Soa bem para mim”.

Além da Colômbia, o presidente dos EUA também direcionou críticas ao México, afirmando que o país precisa “se organizar” e que o governo americano precisa “fazer alguma coisa” em relação à situação mexicana. Trump ainda comentou o cenário em Cuba, dizendo que uma intervenção militar americana provavelmente não será necessária, pois, segundo ele, o país estaria próximo de um colapso interno. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou.

Em reação às declarações de Trump, o presidente colombiano Gustavo Petro repudiou nesta segunda-feira (5) a fala do líder norte-americano, classificando-a como uma “ameaça ilegítima” e acusando o governo dos Estados Unidos de utilizar o discurso contra a Colômbia com objetivos políticos.

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