segunda-feira, 2 de novembro de 2026
saúde

Anvisa amplia de três para cinco anos validade de implante contraceptivo disponível no SUS

Mudança permite que o dispositivo de etonogestrel ofereça proteção por mais tempo, sem necessidade de substituição após o terceiro ano. Estudos apontaram eficácia e segurança durante o período adicional.

Anvisa amplia de três para cinco anos validade de implante contraceptivo disponível no SUS
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o período de uso do implante contraceptivo à base de etonogestrel. A decisão foi aprovada nesta segunda-feira (26) e permite que o dispositivo ofereça proteção contra a gravidez por dois anos a mais, sem necessidade de substituição após o terceiro ano.

O método é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2025. A mudança também beneficia mulheres que já utilizam o implante: não é necessário retirar ou substituir o dispositivo para que o novo prazo seja aplicado.

A ampliação foi autorizada após a análise de estudos clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia e da segurança do método durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo avaliado pela agência, não foram registradas gestações durante o período adicional.

Com a decisão, o Brasil passa a acompanhar países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, que já haviam autorizado a utilização do implante por até cinco anos.

Implante também poderá ser colocado após parto ou aborto

Além da ampliação do prazo de uso, a Anvisa autorizou a inserção do implante imediatamente após o parto ou a realização de um aborto, inclusive nos casos ocorridos durante o primeiro e o segundo trimestres da gestação.

A medida amplia as possibilidades de acesso ao método contraceptivo e permite que a mulher inicie a proteção contra uma nova gravidez sem precisar aguardar um intervalo após esses eventos.

Qual é a eficácia do implante contraceptivo?

O implante de etonogestrel está entre os métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis. Ele libera continuamente um hormônio que impede a ovulação e dificulta a fecundação.

Segundo os dados apresentados, a taxa de falha é de aproximadamente 0,5 gravidez a cada mil usuárias. O índice é inferior ao registrado em outros métodos, como a vasectomia e o DIU hormonal.

Confira a comparação de falhas a cada mil usuários:

  • Implante contraceptivo: 0,5;

  • Vasectomia: de 1 a 1,5;

  • DIU hormonal: 2.

A escolha do método contraceptivo deve considerar as condições de saúde e as necessidades de cada pessoa, com orientação de um profissional de saúde.

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