domingo, 5 de julho de 2026
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Anderson Farias aciona Justiça contra internautas por comentários sobre sandália de Milena nas redes sociais

Os comentários foram feitos em uma publicação sobre uma sandália usada por Milena Guimarães durante o Carnaval

Anderson Farias aciona Justiça contra internautas por comentários sobre sandália de Milena nas redes sociais
Anderson Farias aciona Justiça contra internautas por comentários sobre sandália de Milena nas redes sociais AquiVale/Imagens

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias Ferreira e a servidora Milena Guimarães Coelho – pivô do divórcio do prefeito - protocolaram uma representação criminal junto ao Ministério Público pedindo a investigação de moradores e usuários de redes sociais por comentários publicados na internet considerados ofensivos pelo casal. A representação aponta, em tese, os crimes de injúria, difamação e perseguição virtual (stalking).

Entre os investigados citados nominalmente no documento estão o vereador Thomaz Henrique Barbosa da Silva e o advogado de seu gabinete Lohan Souza Fuly, além dos moradores Gerson Aparecido Canuto Siqueira, Aline Osório de Almeida, Maria Aparecida Tolentino, Gislaine Aparecida Honório de Lima, Osmar Rodrigues Eugênio e Conrado Thiago e perfis identificados pelos codinomes @cponiktera @librianabruna @gisele_fabiano123 @_moura4336 e lelasilva4471

Segundo a representação, os comentários foram feitos em uma publicação relacionada a uma reportagem divulgada em rede social sobre uma sandália usada por Milena Guimarães durante o Carnaval. A postagem dizia que a peça seria de uma marca de luxo avaliada em mais de R$ 7 mil. O documento apresentado pelos representantes sustenta, porém, que o produto não seria original da marca Chanel e teria custado cerca de R$ 224 em uma loja virtual.

“Eu não vi tanto peso na palavra que eu falei, porque se for assim ele vai ter que processar a população toda, ninguém fala bem dele e da Milena, até mesmo pela traição que ele fez com a própria família, então eu vejo isso como uma perseguição política”, disse Osmar Rodrigues Eugênio, um dos investigados.

Na denúncia, Anderson e Milena afirmam que os comentários publicados extrapolaram o direito de crítica política e passaram a atingir a honra e a dignidade pessoal do casal, especialmente da servidora. Os representantes alegam ainda que houve uma atuação coordenada entre os investigados para impulsionar ataques virtuais e alimentar um ambiente de hostilidade nas redes sociais.

O documento reproduz diversos comentários que embasaram o pedido de investigação. Entre eles, há manifestações como “A moça do job está usando caro”, “Espera aí… é considerado job? Ou só amor ao dinheiro e poder?”, “Puta de luxo barata as outras estão andando com bolsa de 150 mil”, além de frases associando a administração municipal à corrupção. A representação também menciona comentários atribuídos a perfis de redes sociais que chamavam Milena de “vaca”, “puta” e “cadelinha”, além de mensagens afirmando que “tem dinheiro dos joseenses aí nesses pés” e que a cidade estaria “com um corrupto na administração da prefeitura”.

Os advogados do casal sustentam que as manifestações não se limitaram a críticas políticas ou administrativas, mas tiveram conteúdo misógino, vexatório e ofensivo, com objetivo de humilhar publicamente os representantes. A peça ainda afirma que a repetição das publicações e a interação contínua dos investigados poderiam caracterizar perseguição virtual sistemática.

Outro ponto citado na representação envolve o perfil @sjcvalenews apontado no documento como responsável pela publicação original – ligado ao vereador Thomaz - que desencadeou a sequência de comentários. Os representantes afirmam que o conteúdo teria incentivado ataques e disseminado discurso de ódio contra Milena e Anderson.

Postagem nas redes sociais que culminou no processo movido pelo prefeito e pela servidora Milena

“Como vereador, defendo que se investigue as nomeações da Sra. Milena em cargos públicos e que o prefeito seja punido, caso provada ilegalidade. Não comento sobre vida pessoal e nem me responsabilizo por comentários ou posts de terceiros”, disse o vereador Thomaz Henrique sobre o processo.

Já o seu advogado Lohan Souza Fuly, também investigado na ação, comentou “a página onde consta a publicação e comentários mencionados não está sob meu controle e não possuo acesso a ela há muito tempo. E inexiste qualquer postagem realizada por mim relacionada ao assunto em questão”.

A peça protocolada perante o Ministério Público também cita decisões judiciais e jurisprudências para sustentar que liberdade de expressão não autoriza ofensas pessoais, ataques à honra ou imputações ofensivas sem provas. Os representantes defendem que os comentários ultrapassaram os limites da crítica política e configurariam crimes contra a honra praticados em ambiente virtual.

Ao final, Anderson Farias e Milena Guimarães pedem a instauração de inquérito policial e a adoção das medidas cabíveis para identificação dos demais usuários envolvidos nas publicações e comentários.

O Aqui Vale deixa aberto espaço para manifestação dos citados na representação e da defesa dos investigados.

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