Anac quer criar categoria de piloto específica para “carro voador”
A Embraer se posiciona como uma das pioneiras internacionalmente no desenvolvimento dessas aeronaves, por meio da subsidiária Eve Air Mobility (Eve)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador e fiscalizador do setor aéreo no país, estuda criar uma categoria específica para pilotos dos chamados “carros voadores”.
A agência federal abriu consulta pública para coletar contribuições da sociedade civil sobre novos requisitos para pilotos das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.
Os carros voadores são conhecidos pela sigla eVTOL, do inglês electric vertical takeoff and landing.
A consulta pública vai fornecer parâmetros para uma proposta de emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 61, que estabelece os requisitos para licenças, habilitações e certificados de profissionais da aviação civil.
Período de transição
A Anac diz que a iniciativa busca preparar, de forma gradual e segura, o sistema brasileiro de licença para o que chama de “novos conceitos de aeronaves” que compõem a mobilidade aérea avançada. A ideia da instituição é ter um modelo de formação com treinamento específico para habilitação. De início, haveria um período de transição destinado a pilotos de avião e helicóptero já licenciados.
Para a Anac, com esse período seria possível acumular experiência operacional e evidências regulatórias, criando-se um arcabouço de conhecimento para a criação de requisitos completos de formação de pilotos de carros voadores, sem necessidade de experiência prévia em outras categorias.
A agência detalha que a habilitação de pilotos seria específica e complementada por experiência supervisionada em operações típicas, sendo finalizada com um exame prático de verificação de perícia.
Fabricação no Brasil
Ainda na fase de protótipos e fase final de teste, os eVTOLs são apontados como um dos caminhos futuros da aviação. Totalmente elétrico e por não usar combustível fóssil, como gasolina, óleo ou querosene, o eVTOL é tratado como uma tecnologia verde, que pode contribuir com a transição energética para uma economia de baixo carbono, ou seja, contrária ao efeito estufa.
A Embraer se posiciona como uma das pioneiras internacionalmente no desenvolvimento dessas aeronaves, por meio da subsidiária Eve Air Mobility (Eve).
O projeto de desenvolvimento da Eve conta com apoio público, uma vez que a Embraer recebeu financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação do governo federal, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Foto: Eve






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