domingo, 5 de julho de 2026
Geral

Agronomia lidera ranking como uma das piores áreas para empregabilidade

Especialistas em educação reforçam que a escolha do curso deve levar em conta não apenas a afinidade pessoal, mas também o mercado

Agronomia lidera ranking como uma das piores áreas para empregabilidade
Agronomia lidera ranking como uma das piores áreas para empregabilidade AquiVale/Imagens

Um estudo do Instituto Semesp, em parceria com a IstoÉ Dinheiro, revela que parte significativa dos cursos mais tradicionais do ensino superior brasileiro apresenta índices de empregabilidade inferiores aos das áreas de saúde e tecnologia, que lideram o ranking nacional. Os dados consideram o percentual de formados que estão empregados após a conclusão da graduação.

Na lista dos piores cursos para o mercado de trabalho aparece Agronomia, com 63,6% de empregabilidade. Segundo especialistas, apesar da força do agronegócio no Brasil, a absorção de profissionais depende fortemente da localização geográfica e da estrutura produtiva de cada região.

De acordo com o levantamento, Letras aparece com 73,2% de formados empregados, ocupando a 11ª posição entre os 20 cursos analisados. Em seguida, estão Fisioterapia (71,5%) e Sistemas de Informação (71,3%), cursos que, apesar da ampla oferta de vagas nas universidades, enfrentam um mercado cada vez mais competitivo.

A pesquisa mostra ainda que Contabilidade registra 68,2% de empregabilidade, enquanto Economia aparece logo atrás, com 68%. Engenharia Civil, tradicionalmente vista como uma carreira promissora, apresenta 67,8% de formados empregados, reflexo direto das oscilações do setor da construção civil e da redução de grandes obras nos últimos anos.

Também figuram na lista Psicologia, com 67,3%, e Gestão da Qualidade, que soma 66,7%. Cursos ligados à área de tecnologia mais específica, como Redes de Computadores, registram 65,2%, indicando que a especialização excessiva pode limitar as oportunidades em determinados mercados regionais.

O estudo destaca que os números não significam ausência de oportunidades, mas revelam um cenário de maior dificuldade de inserção profissional, especialmente para recém-formados. Fatores como excesso de profissionais no mercado, concentração regional de vagas, exigência de experiência prévia e necessidade de especializações influenciam diretamente os índices apresentados.

Especialistas em educação reforçam que a escolha do curso deve levar em conta não apenas a afinidade pessoal, mas também uma análise realista do mercado de trabalho, das possibilidades de qualificação complementar e da mobilidade profissional. O levantamento do Semesp serve, assim, como um importante termômetro para estudantes que estão prestes a decidir o futuro acadêmico e profissional.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.