domingo, 5 de julho de 2026
Brasil

8 em cada 10 mães já sofreram obstáculos na vida profissional

O levantamento foi conduzido pela Todas Group em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados e ouviu 1.534 mulheres que atuam em grandes empresas

8 em cada 10 mães já sofreram obstáculos na vida profissional
8 em cada 10 mães já sofreram obstáculos na vida profissional AquiVale/Imagens

8 em cada 10 mães brasileiras já enfrentaram obstáculos de gênero no mercado de trabalho. É o que revela uma pesquisa realizada com mulheres em cargos de liderança, que aponta dificuldades para crescer profissionalmente, conciliar maternidade e carreira e conquistar apoio dentro das empresas. O levantamento também mostra que muitas profissionais abriram mão do tempo com a família, do autocuidado e até do desejo de ter filhos para priorizar a vida profissional.

O levantamento foi conduzido pela Todas Group em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados e ouviu 1.534 mulheres que atuam em grandes empresas, multinacionais e startups com operação no Brasil. Segundo os dados, 79% das mães entrevistadas disseram já ter vivenciado algum tipo de barreira profissional por serem mulheres. Entre as profissionais sem filhos, o índice cai para 73%.

A pesquisa também aponta que a maternidade reduz a rede de apoio feminina dentro das empresas. Enquanto 45% das mulheres sem filhos afirmam ter sido ajudadas principalmente por outras mulheres ao longo da carreira, entre as mães o percentual cai para 38%. Para especialistas envolvidos no estudo, isso revela um isolamento maior justamente em um momento em que o suporte seria mais necessário.

Cerca de uma em cada quatro mulheres afirmou já ter desistido da maternidade — ou do desejo de ter filhos — para priorizar o crescimento profissional. Entre as mães, 67% disseram ter sacrificado o tempo com a família em função da carreira, enquanto 74% relataram abrir mão do autocuidado.

As dificuldades também aparecem nas relações dentro do ambiente corporativo. Entre as mães entrevistadas, 57% disseram já ter sentido que homens dificultaram seu crescimento profissional por questões de gênero. Além disso, 21% acreditam que os homens ainda não contribuem de forma efetiva para a equidade nas empresas.

Apesar disso, o estudo mostra que algumas mudanças são consideradas fundamentais pelas profissionais para melhorar o ambiente de trabalho. Entre as atitudes mais citadas estão a defesa da licença-paternidade e a divisão mais equilibrada dos cuidados com os filhos, além do respeito ao espaço de fala das mulheres no ambiente corporativo.

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