No dia 13 de maio de 1996, as primeiras urnas para o voto eletrônico foram enviadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos estados, considerado um marco para a democracia.
Presidente do Tribunal à época, o ex-ministro Carlos Velloso, disse que teve a ideia de digitalizar o voto ao conversar com o então superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) do órgão, Paulo Camarão, em 1994.
A ideia de chamar engenheiros e técnicos do INPE e do CTA, de São José dos Campos, surgiu pelo fato de ambos os órgãos serem referências e a intenção do TSE era utilizar, na época, o que tinha de melhor à disposição para a informatização do voto.

Os técnicos que desenvolveram a urna foram Paulo Nakaya, Mauro Hashioka e Antônio Ésio Salgado, do Inpe, além de Oswaldo Catsumi, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do ITA.
E a partir deste embrião desenvolvido no Vale do Paraíba, a urna continuou sendo modernizada.
Em 1998, o aparelho exibia pela primeira vez a foto dos candidatos,e em 2000, 100% do eleitorado brasileiro passou a votar em urnas eletrônicas.

No ano de 2008, houve a implantação da biometria para identificar o eleitor. atualmente, 140 milhões já possuem as digitais cadastradas para votar. Nas eleições de 2024, aproximadamente 570 mil urnas eletrônicas foram utilizadas.
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