O Dia Internacional da Felicidade, celebrado em 20 de março, foi criado pela ONU em 2012. A data busca promover ações para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, como erradicação da pobreza, redução das desigualdades e proteção ambiental, fatores essenciais para garantir a felicidade global.
Nesse contexto, a Ipsos divulgou o Ipsos Happiness Index 2025, uma pesquisa realizada em 30 países com quase 24 mil pessoas entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Os resultados surpreendem: apesar de 79% dos brasileiros se considerarem felizes, o país ocupa a quinta posição no ranking de qualidade de vida, atrás da Índia (88%), Holanda (86%), México (82%) e Indonésia (80%). Por aqui, apenas 34% estão satisfeitos com sua qualidade de vida atual.
O relatório aponta que, no Brasil, a principal fonte de felicidade é a satisfação com a saúde mental e o bem-estar físico (33%). No entanto, a falta de dinheiro é a maior causa de infelicidade, citada por 48% dos brasileiros, o que é similar à média global (58%). Pessoas com melhores condições financeiras são mais felizes (75%), enquanto apenas 62% das pessoas de baixa renda compartilham esse sentimento. Outro dado interessante revelado pela pesquisa é que a percepção de felicidade é uma questão geracional. Brasileiros com 60 anos ou mais se consideram mais felizes do que as gerações mais jovens, como os Millennials e a Geração Z.
A felicidade é, portanto, um conjunto de fatores e a capacidade de interligá-los de forma harmônica. A pesquisa da Ipsos reforçou essas conexões, destacando que os relacionamentos familiares funcionam como fatores impulsionadores. Além disso, comprovou que, embora o dinheiro não traga felicidade, a falta dele é um fator que contribui para a infelicidade.
É compreensível, diante de diversos estudos, que a falta de felicidade possa afetar a saúde, os estudos, os relacionamentos e a produtividade. Considerando que os brasileiros dedicam boa parte de seu tempo ao trabalho, a relação entre felicidade e ambiente de trabalho é inevitável. O bem-estar nas empresas tem se tornado cada vez mais importante, com a implementação de normas e programas para garantir a saúde mental e um ambiente saudável.
Para Augusto Roque, consultor de recursos humanos e especialista em felicidade no trabalho, é importante que as empresas cuidem do bem-estar de seus colaboradores, criando uma cultura de apoio e empatia. Ele afirma que um ambiente de trabalho saudável, onde os funcionários se sintam valorizados e respeitados, contribui diretamente para a felicidade e produtividade de todos. Ele ainda ressalta que os ODS são peças-chave na construção de um mundo mais feliz, mas é importante que as organizações também integrem esses princípios em seu cotidiano, proporcionando ambientes de trabalho onde o respeito e a inclusão prevaleçam.
Foto: Reprodução
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Comentários (1)
prof.Augusto Roque, parabéns pelo.belo trabalho que desenvolve.
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