Pesquisa desenvolvida em São José dos Campos é pioneira na redução de fertilizantes
Projeto utiliza resíduos da cerveja artesanal e da piscicultura para produzir microalgas aplicadas na agricultura
Foto: Reprodução
Uma pesquisa desenvolvida em São José dos Campos pode ajudar a reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes agrícolas importados. O projeto transforma resíduos da produção de cerveja artesanal e da piscicultura em um bioinsumo à base de microalgas, com potencial para melhorar o desempenho das lavouras e reduzir custos no campo.
A iniciativa é conduzida pela startup BiotecBlue, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no campus de São José dos Campos. A pesquisa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio do Programa PIPE, voltado à inovação em pequenas empresas.
O processo utiliza resíduos orgânicos que servem de nutrientes para o cultivo das microalgas. Após o processamento, o material se transforma em um bioestimulante agrícola, aplicado em pequenas quantidades nas plantações.
Os testes estão sendo realizados em culturas como milho, banana, café e hortaliças, em áreas dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo os pesquisadores, os resultados iniciais indicam melhora no desenvolvimento das plantas e na qualidade do solo.
Além da possível redução de custos para produtores, o projeto também apresenta impacto ambiental positivo, ao reaproveitar resíduos e contribuir para a captura de dióxido de carbono durante o crescimento das microalgas.
A pesquisa segue em fase de desenvolvimento, com expectativa de ampliar a escala de produção nos próximos anos. Caso os resultados se confirmem, o bioinsumo poderá se tornar uma alternativa nacional aos fertilizantes tradicionais.






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