6 em cada 10 brasileiros gastam sem pensar, aponta pesquisa
O dado revela um padrão recorrente: 10% dizem agir assim quase sempre, 15% com frequência e 37% em algumas ocasiões
Foto: Reprodução
Seis em cada dez brasileiros admitem gastar sem planejamento, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil. A pesquisa revela que 62% dos consumidores fizeram compras por impulso nos últimos 12 meses. O dado revela um padrão recorrente: 10% dizem agir assim quase sempre, 15% com frequência e 37% em algumas ocasiões.
Na avaliação do assessor de investimentos e sócio-fundador da TIR Investimentos, Bruno Moura, o comportamento financeiro pode ser tão ou mais determinante que a própria renda. “O que realmente determina o resultado financeiro é a forma como o dinheiro é administrado ao longo do tempo. É comum vermos pessoas com renda alta endividadas e outras, com rendas mais modestas, conseguindo construir patrimônio. A diferença está no comportamento”, afirma.
Entre os fatores que influenciam esse cenário estão o consumo motivado por ansiedade ou estresse, a busca por recompensas imediatas e a dificuldade de planejamento de longo prazo. Moura também chama atenção para o chamado “efeito comparação”, quando o padrão de vida é moldado pelo que se vê nas redes sociais ou no círculo social, levando a gastos acima da realidade. “Outro ponto é a negação financeira, quando a pessoa evita olhar extratos ou dívidas, além da ilusão do crédito fácil, que incentiva o consumo sem considerar o impacto futuro”, explica.
Apesar do cenário, o especialista destaca que é possível reverter esse quadro com medidas práticas. “O equilíbrio não depende exclusivamente de quanto se ganha, mas da relação entre renda e gastos”, diz. Segundo ele, ter controle do orçamento, definir prioridades e manter consistência são pilares fundamentais. Estratégias como aguardar entre 24 e 48 horas antes de compras não essenciais também ajudam a reduzir decisões impulsivas.
A educação financeira, reforça Moura, é um processo contínuo e essencial para melhorar a relação com o dinheiro. “Quanto maior o entendimento sobre finanças, mais conscientes tendem a ser as escolhas. No longo prazo, isso é o que realmente faz diferença”, conclui.








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