Desastres climáticos disparam 222% e batem recorde de prejuízos no Brasil
Relatório do Cemaden aponta que eventos extremos afetaram 336 mil pessoas e geraram perdas de R$ 3,9 bilhões em 2025, o terceiro ano mais quente da história
Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
O número de desastres climáticos no Brasil cresceu 222% entre o início da década de 1990 e os primeiros anos de 2020, segundo o Cemaden. Em 2025, os eventos extremos afetaram 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos de R$ 3,9 bilhões em todo o território nacional.
O relatório aponta que 2025 foi o terceiro ano mais quente da história global, com temperaturas 1,47°C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento causou sete ondas de calor e sete de frio, além de registrar o sexto verão mais quente desde o início da série em 1961.
Em novembro passado, oito unidades federativas, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, registraram secas em 100% de seus territórios. O país contabilizou 1.493 eventos hidrológicos, como enxurradas e deslizamentos, com a região Sudeste concentrando 43% das ocorrências.
O mapeamento técnico indica que 2.095 municípios brasileiros estão expostos a riscos geo-hidrológicos e devem ser foco de ações de prevenção. Minas Gerais lidera o ranking de vulnerabilidade com 306 cidades sob ameaça, o que coloca em risco cerca de 1,5 milhão de habitantes.
O Ministério da Ciência e Tecnologia reforça que os dados exigem maiores investimentos em monitoramento contínuo e na integração com a gestão pública. O objetivo é fortalecer a capacidade científica nacional para antecipar riscos e reduzir a vulnerabilidade diante de novos eventos extremos.








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