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Os impactos da moda barata no meio ambiente

Setor têxtil é responsável por 8% das emissões globais de gases poluentes

O setor têxtil brasileiro descarta cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos anualmente nos aterros sanitários e consome, no mesmo período, o equivalente a 216 trilhões de litros de água, além de ser responsável por até 8% das emissões globais de gases poluentes. Esses são dados divulgados pela consultoria S2F Partners, especializada em gestão de resíduos e economia circular.

A decomposição de certos tecidos pode levar de 5 a 10 anos, e outros podem levar séculos. Isso é significativo quando consideramos que uma em cada duas pessoas descartam peças que não querem mais diretamente no lixo.

O fenômeno do “fast fashion”, que envolve a produção em massa de roupas baratas e de baixa qualidade com venda a preços baixos, é um dos principais responsáveis por esses impactos ambientais, já que as peças são usadas poucas vezes e logo descartadas. Um ciclo que movimenta cerca de US$ 460 bilhões anualmente a custo de muito desperdício, práticas trabalhistas questionáveis e exploração de mão de obra barata em países pobres e com leis trabalhistas frágeis.

 A moda circular surge como uma solução, visando o reaproveitamento com uma abordagem que pretende eliminar os resíduos, reduzir a poluição e manter os produtos e materiais em uso por mais tempo.

 A esse conceito se agrega o movimento “slow fashion”, que defende uma produção mais sustentável e ética, com transparência, uso de materiais ecológicos e respeito ao trabalho justo, incentivando os consumidores a escolhas conscientes sobre vestuário. No Brasil, os brechós fomentam esse comportamento. Há mais de 200 mil lojas no país e a expectativa é de que, até o fim do ano, esse setor movimente cerca de 24 bilhões de reais. O setor cresceu 40% nos últimos 5 anos e representa uma boa alternativa para quem quer empreender, principalmente através das redes sociais.

Aproximadamente 12% dos brasileiros usam roupas de segunda mão. Um indicador que demonstra não somente uma mudança econômica, mas também de cultura, pensamento focado em sustentabilidade e consumo inteligente.

Segundo o Sebrae, em São José dos Campos, há cerca de cem lojas de brechós que atraem especialmente compradores de moda infantil e gestantes, além do público tradicional interessados em roupas e acessórios.  As lojas costumam apresentar uma ampla variedade de produtos e, em muitas delas, acontece a prática de troca ao invés de compra e venda, o que fortalece ainda mais as intenções sociais e de respeito à natureza.

Foto: Reprodução

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