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Homem guarda pedra por anos achando que era ouro e descobre algo ainda mais valioso

Análise mostra que rocha encontrada na Austrália tem 4,6 bilhões de anos e valor científico superior ao do ouro

Foto: Reprodução

Um achado feito por um morador de Maryborough, na Austrália, chamou atenção de pesquisadores ao revelar uma origem muito diferente do que se imaginava. A pedra que ele guardou por anos acreditando ser ouro se mostrou, na verdade, um meteorito raro.

A rocha foi encontrada durante uma busca comum por metais, em 2015. Pesada, avermelhada e incrustada de argila, parecia promissora. O morador tentou abri-la repetidas vezes, mas a resistência incomum levantou dúvidas e o levou ao Museu de Melbourne.

Lá, geólogos identificaram o objeto como um condrito H5, um tipo de meteorito rico em ferro e difícil de reconhecer a olho nu. O especialista Dermot Henry já analisou milhares de rochas em quase quatro décadas e, nesse período, apenas duas eram meteoritos legítimos, o que dá dimensão da raridade do achado.

O material em si explica o interesse científico. Com 17 quilos e cerca de 4,6 bilhões de anos, o meteorito preserva côndrulos, estruturas que guardam pistas da composição química do Sistema Solar antes da formação dos planetas. Esses registros ajudam a compreender estágios iniciais do processo que deu origem ao ambiente planetário atual.

A equipe também avalia a presença de minerais metálicos cristalizados e, possivelmente, moléculas orgânicas, características que tornam o fragmento ainda mais relevante para estudos sobre a evolução da matéria no Universo.

A origem exata do meteorito não é conhecida, mas a hipótese mais aceita sugere que ele venha do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. A queda na Terra pode ter ocorrido entre 100 e 1.000 anos atrás, possivelmente ligada a registros luminosos observados na região no fim do século 19.

Meteoritos desse porte são incomuns em Victoria. Apenas 17 foram catalogados até hoje, e o de Maryborough é o segundo maior. Embora a área seja famosa por suas pepitas de ouro, pesquisadores destacam que o valor científico do fragmento supera qualquer metal precioso.

Os resultados do estudo foram publicados na Proceedings of the Royal Society of Victoria, reforçando a importância do achado para a compreensão da história cósmica.

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