Escolas do Reino Unido terão aulas obrigatórias sobre misoginia
Governo diz que medida busca combater discursos de ódio contra mulheres e reduzir a violência entre jovens

As escolas da Inglaterra passarão a oferecer aulas obrigatórias sobre misoginia e respeito às mulheres. A medida foi anunciada pelo governo do primeiro-ministro Keir Starmer e integra a estratégia do Reino Unido para reduzir a violência sexual e doméstica.
Segundo o Ministério da Educação, o objetivo é enfrentar a disseminação de ideias misóginas entre jovens, especialmente aquelas propagadas pela internet e redes sociais. Para o governo, esses discursos estão alcançando adolescentes cada vez mais cedo, o que exige uma resposta direta do sistema educacional.
O conteúdo será incluído no currículo de Relacionamentos, Sexo e Saúde (RSHE). Professores receberão treinamento específico para abordar o enfrentamento de comportamentos misóginos, a promoção do respeito às mulheres e os impactos da pornografia na formação de adolescentes.
As diretrizes também orientam as escolas a identificar alunos considerados de risco por discursos de ódio. Esses estudantes poderão ser encaminhados para programas de apoio e cursos comportamentais. Também está prevista a criação de uma linha telefônica de apoio para jovens que enfrentem situações de abuso ou que busquem ajuda para mudar atitudes.
O pacote educacional terá investimento estimado em £20 milhões, cerca de R$ 145 milhões. As escolas que participarão do projeto-piloto serão escolhidas ainda neste ano, e a meta do governo é que todas as instituições adotem o conteúdo até o fim do atual mandato.
A iniciativa gerou críticas da oposição. A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, classificou a medida como uma distração e afirmou que o governo deveria priorizar ações de segurança pública, além de questionar o orçamento destinado ao programa.
Foto: Reprodução






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