Calor intenso e desidratação aumentam riscos de AVC no verão
Altas temperaturas favorecem a formação de coágulos e aumentam a viscosidade do sangue

Os casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a crescer durante o verão. O principal fator é o calor, que favorece a desidratação e aumenta a viscosidade do sangue, elevando o risco de formação de coágulos – principal causa do AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% dos casos.
Com a desidratação, o sangue fica mais espesso, o que facilita a trombose e o entupimento de vasos. No verão, há ainda alterações na pressão arterial: a vasodilatação provocada pelo calor tende a reduzir a pressão, condição que pode favorecer arritmias cardíacas e a formação de coágulos no coração, que podem migrar para o cérebro (30% de todo o sangue que sai do coração vão para o órgão do sistema nervoso central).
O período de férias também contribui para o aumento do risco. O consumo maior de álcool intensifica a desidratação e eleva a chance de arritmia. A negligência com medicamentos de uso contínuo, comum nessa época, também pesa contra o controle de fatores de risco.
Essas situações, somadas às doenças típicas do verão, como gastroenterites, que causam diarreia, insolação e esforço físico excessivo, reforçam ainda mais o alerta.
Sequelas do AVC
Quando não é fatal, o AVC costuma deixar sequelas importantes, como dificuldades de locomoção, fala e visão.
Sinais de alerta
Os principais sinais de alerta incluem paralisia súbita de um lado do corpo, fala enrolada, perda de visão, tontura intensa ou perda de consciência.
Foto: Reprodução






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