quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Auditor fiscal de SJC foi preso por ocultar fortuna em paraíso fiscal e criptomoedas

O auditor ocultava parte de sua fortuna em território britânico reconhecido como paraíso fiscal. Além disso, utilizava carteiras de criptomoedas autocustodiadas

Auditor fiscal de SJC foi preso por ocultar fortuna em paraíso fiscal e criptomoedas
Auditor fiscal de SJC foi preso por ocultar fortuna em paraíso fiscal e criptomoedas AquiVale/Imagens

Em uma operação coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, o auditor fiscal Marcelo de Almeida Gouveia foi preso em flagrante no último dia 12 de agosto em seu apartamento na zona sul de São José dos Campos. A ação faz parte da chamada Operação Ícaro, que mira um esquema bilionário de propinas envolvendo fraudes em créditos de ICMS.

O auditor ocultava parte de sua fortuna em território britânico reconhecido como paraíso fiscal. Além disso, utilizava carteiras de criptomoedas autocustodiadas — que exigem senha pessoal e não podem ser bloqueadas judicialmente — para esconder recursos.
No momento da prisão, agentes apreenderam em seu apartamento R$ 330 mil em espécie, US$ 10 mil, 600 euros, além de três celulares, dez pen drives, seis notebooks e um computador.

Sobre o esquema bilionário

Segundo o Ministério Público, Marcelo atuava como braço-direito de Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal formado pelo ITA, apontado como o “cérebro” do esquema. Artur teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, manipulando crédito de ICMS em benefício de grandes varejistas, como Ultrafarma (do empresário Sidney Oliveira) e Fast Shop. A operação também cita as redes varejistas Oxxo e Kalunga como potenciais integrantes do esquema.

A empresa Smart Tax Consultoria, registrada em nome da mãe de Artur, foi usada como fachada para lavar os valores. O patrimônio dela saltou de R$ 411 mil para cerca de R$ 2 bilhões em apenas dois anos, sustentado por investimentos em criptomoedas — incluindo 287 bitcoins e 1.774 ethers, que na data da compra somavam R$ 40 milhões e atualmente com R$ 200 milhões.

Além de Marcelo, foram presos também Sidney Oliveira e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop. Eles devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo informou que iniciou procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores e está colaborando com o Ministério Público via sua corregedoria. A defesa dos envolvidos ainda não se manifestou

Comentários (4)

M
Marcos 25 de ago. de 2025

e o caso do auditório RICARDO CATUNDA. DO NASCIMENTO GUEDES, SERÁ QUE TAMBEM NAO FAZIA PARTE DESSE?

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Roberto 27 de ago. de 2025

Eu creio que no brasil a sonegação, inpunidade, corrupcao, e extorcão esta intrissicamente ligadasnas redes empresariais de grandes capitais, seguindo das estatais e seus membros.

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CASSIA MARIA PALERMO 29 de ago. de 2025

pois é, para o estado de SP os auditores são tudo, tem salários altos pagam bônus antes de todos os outros funcionários e é isso que acontece, ainda roubam e tiram dos outros funcionários a ralé do estado está sendo massacrada sem valorização de salário e ainda reduzindo a bonificação, e além de tudo SP também deu calote no precatorios uma vergonha para um estado Rico, abra o olho sr. Tarcísio.

R
ROGERIO BALTAZAR DE SOUZA 29 de ago. de 2025

amiga, tem quase 2 mil auditores no estado... como em qualquer profissão há laranjas podres...vc falar de uma classe inteira é no mínimo leviano

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