Com a chegada do calor, não tem jeito, o repelente é uma das formas mais eficazes para manter os insetos longe, especialmente os mosquitos. Mas já parou para pensar como funciona o repelente?
O segredo está em como os mosquitos percebem o mundo ao nosso redor. Isso porque o nosso corpo libera uma série de odores, como o dióxido de carbono e compostos liberados pelo suor, que servem como um verdadeiro “GPS” para esses insetos. Enquanto nós não sentimos esses cheiros, eles têm antenas altamente sensíveis que captam essas pistas químicas. Logo, é exatamente aí que o repelente entra em ação.
Quando aplicado na pele, ele cria uma barreira química que interfere nos sensores dos mosquitos, confundindo ou bloqueando sua capacidade de nos localizar.
Hoje, no mercado, os principais ingredientes ativos, como DEET ou Icaridina, são os responsáveis por esse efeito. Eles não matam os insetos, mas deixam eles um pouquinho desorientados, tornando difícil identificar os odores que eles normalmente seguiriam.
Tipos de repelentes
De corpo/pele
Os repelentes podem ser utilizados de diferentes maneiras, sendo um dos mais comuns os de aplicação na pele, que funcionam como uma espécie de cosméticos. Eles criam uma barreira contra insetos, a qual afasta a presença desse bichinho indesejado.
Para garantir a eficácia, é importante aplicá-los corretamente, espalhando o produto nas áreas expostas do corpo, como braços, pernas e pescoço. A duração da proteção varia conforme a composição do repelente, como a gente já viu, sendo que aqueles à base de DEET, icaridina ou IR3535 costumam oferecer maior tempo de ação.
Por fim, é essencial reaplicar o repelente conforme a recomendação do fabricante, sobretudo em dias quentes ou após contato com água. Para uma proteção mais completa, ele pode ser combinado com outras medidas, como o uso de roupas longas e telas em janelas.
De ambientes
Os repelentes de ambientes, como os de tomada, geralmente apresentam uma ação mais intensa. Isso acontece porque eles não só afastam os mosquitos, mas também eliminam os que se aventuram por perto. Esses dispositivos funcionam liberando substâncias químicas no ar, criando um ambiente nada agradável para os insetos.
Diante disso, podem ser considerados uma boa opção para quem quer manter o ambiente protegido, mas é importante lembrar que o uso prolongado em locais sem ventilação pode não ser ideal, principalmente para pessoas com sensibilidade respiratória.
Já os repelentes à base de eucalipto, conhecidos por ter uma fórmula mais natural, agem principalmente como um afastador de insetos, criando uma barreira olfativa, semelhante ao repelente, que os desestimula a se aproximar.
Embora tenham uma eficácia menor quando comparados aos repelentes aplicados diretamente na pele, eles são uma escolha interessante para quem busca opções menos agressivas, especialmente em ambientes abertos ou para pessoas com uma pele mais sensível.
Atenção! Por mais eficazes que os repelentes sejam, nenhum oferece uma proteção de 100%. Por isso, o ideal mesmo é combinar estratégias, como uso de telas, roupas que cubram bem o corpo e repelentes em diferentes formatos, para minimizar o risco de picadas.
Fonte: segredosdomundo.r7.com
