domingo, 5 de julho de 2026
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Um em cada nove adolescentes no Brasil usa cigarro eletrônico, aponta pesquisa da Unifesp

O levantamento faz parte do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas e indica um aumento significativo no uso desses dispositivos

Um em cada nove adolescentes no Brasil usa cigarro eletrônico, aponta pesquisa da Unifesp
Um em cada nove adolescentes no Brasil usa cigarro eletrônico, aponta pesquisa da Unifesp AquiVale/Imagens

Uma pesquisa inédita realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou um dado preocupante: um em cada nove adolescentes brasileiros entre 14 e 17 anos usou cigarro eletrônico ao menos uma vez no último ano. O levantamento faz parte do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas e indica um aumento significativo no uso desses dispositivos entre jovens, especialmente se comparado ao consumo do cigarro tradicional.

Os dados mostram que 8,7% dos adolescentes entrevistados relataram ter usado cigarros eletrônicos nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto 1,7% declararam ter fumado cigarros convencionais no mesmo período. A proporção é quase cinco vezes maior em favor do vape, o que chama a atenção dos especialistas e das autoridades de saúde pública. O estudo foi conduzido com 16.608 pessoas em todas as regiões do Brasil.

A pesquisa também destacou diferenças por gênero: 9,8% das meninas disseram usar o cigarro eletrônico, contra 7,7% dos meninos. Além disso, mais da metade dos jovens afirmaram ter fácil acesso ao produto, mesmo com a venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. Segundo os entrevistados, a maioria das compras são realizadas na internet, onde a fiscalização é mais difícil.

O estudo também apontou que o uso do vape não tem funcionado como estratégia eficaz de abandono do cigarro tradicional. Entre os adultos que utilizam os dois produtos, apenas 8,9% conseguiram parar de fumar o cigarro convencional. Em contrapartida, 78% continuam usando ambos.

Diante do avanço no consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes, o Ministério da Justiça informou que atuará em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e com a Secretaria Nacional do Consumidor para intensificar a fiscalização, especialmente sobre vendas ilegais em plataformas digitais.

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