Um japonês de 40 anos, conhecido como Jackie, viralizou nas redes sociais após declarar, durante o programa Abema Prime, que não se identifica com sua idade cronológica. Segundo ele, sua “idade real” seria 28 anos — segundo ele, número que representa melhor sua energia, disposição e estilo de vida.
A declaração, que inicialmente gerou surpresa e até humor entre os espectadores, abriu espaço para um debate mais amplo sobre o termo “trans-idade”, usado pelo próprio Jackie para explicar sua autopercepção.
De acordo com o japonês, os 28 anos correspondem ao período em que ele se sentia mais alinhado consigo mesmo, tanto física quanto emocionalmente. Para Jackie, a diferença entre o que aparece nos documentos e o que ele sente internamente não seria apenas nostalgia, mas a expressão de uma identidade pessoal que não acompanha o avanço do tempo. Ele chegou a afirmar que considera “injusto” ser visto como alguém de 40 anos, já que seu “eu interior” teria permanecido na juventude.
Especialistas, no entanto, destacam que a chamada “trans-idade” não possui respaldo científico ou estudos consolidados. Diferentemente das identidades de gênero, esse conceito não é discutido na comunidade acadêmica como uma condição real ou validada.

