O padre Márlon Múcio, de Taubaté, anunciou nesta terça-feira (31) que recebeu alta hospitalar após enfrentar um grave problema de saúde ao longo do mês de março. Embora já esteja em casa desde o dia 27, ele optou por divulgar a informação apenas agora, devido à instabilidade do quadro clínico, que resultou em internações sucessivas.
Durante o período, o religioso foi internado duas vezes. Na primeira, recebeu o diagnóstico de meningoencefalite, uma inflamação séria das meninges — membranas que envolvem e protegem o cérebro. O estado foi crítico: ele permaneceu oito dias em coma induzido, perdeu mais de 27 quilos e enfrentou alto risco de morte, com possibilidade de sequelas.
Após a primeira alta, retornou para casa, mas precisou ser hospitalizado novamente no dia 24 de março, desta vez por conta de uma queda acentuada da pressão arterial, que chegou a níveis preocupantes de 5 por 3. A segunda internação durou quatro dias, com alta concedida no dia 27.
Agora, em casa, o padre segue em recuperação, ainda com a imunidade baixa e sem poder receber visitas. Segundo ele, o quadro exige acompanhamento constante e continuidade do tratamento.
Márlon Múcio convive com uma doença rara chamada Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), que afeta o sistema nervoso e pode causar sintomas como perda auditiva, dificuldades respiratórias e fraqueza muscular. Apesar de ter sido diagnosticado apenas aos 45 anos, ele já apresentava sinais desde a infância, quando perdeu a audição aos 7 anos.
Devido à condição, o padre mantém uma rotina rigorosa de cuidados, incluindo o uso de cerca de 315 comprimidos diários e suporte contínuo com respirador desde 2010.
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