Em uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com apoio da Polícia Civil, foram apreendidos dois pacotes de esmeraldas e R$ 1 milhão em dinheiro vivo, além de valores em dólar e euros, em uma ação que investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e outras figuras ligadas ao setor varejista.
Foram expedidos e cumpridos mandados de prisão temporária contra:
- Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma
- Artur Gomes da Silva Neto, auditor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Secretaria da Fazenda de SP
- Mário Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop.
Também foram cumpridos dezenove mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados e nas sedes das empresas envolvidas.
Na casa de um suposto parceiro do auditor, responsável por lavar o dinheiro do esquema, localizado em Alphaville, foram apreendidos:
- Dois pacotes de esmeraldas
- R$ 1 milhão em espécie
- US$ 10 mil (aproximadamente R$ 54,2 mil)
- 600 euros.
Todos os valores estavam guardados em um cofre no imóvel.
Segundo o MP-SP, o auditor Artur Gomes teria comandado um esquema que movimentou cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, manipulando processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários por parte de empresas favorecidas — entre elas, Ultrafarma e Fast Shop.
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