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Laudo da perícia afirma que o cavalo que teve as patas mutiladas em Bananal sofreu exaustão

O laudo da Polícia Civil, que apontou que o cavalo estava vivo quando teve as patas mutiladas em Bananal, no dia 16 de agosto, afirma também que o animal foi levado até a exaustão durante a cavalgada. Ele era um macho jovem com idade estimada entre 8 e 10 anos.

A polícia afirma que o animal percorreu 14 km de cavalgada em um terreno com muitas subidas antes de passar mal e deitar no chão. Além das patas decepadas, ele foi encontrado com oito lesões na lateral direita do corpo e nove lesões na lateral esquerda, tórax e abdômen. Outras lesões também foram identificadas pelos peritos.

Com o inquérito da polícia concluído, o Ministério Público de SP ofereceu uma denúncia na Justiça contra o tutor do cavalo por maus-tratos. O órgão classificou o ocorrido como “cruel e covarde”.

Na semana passada, o tutor do cavalo, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, confessou a mutilação do animal, mas alegou que o cavalo já estava morto quando as patas foram decepadas. Ele disse estar arrependido e disse que estava “embriagado e transtornado” quando cometeu a mutilação.

Cavalo que teve as quatro patas mutiladas em Bananal pelo tutor. Foto: Reprodução

O que aconteceu

O tutor do cavalo, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, é investigado por maus-tratos. Segundo o boletim de ocorrência, ele participava de uma cavalgada na zona rural de Bananal, no último sábado (16), acompanhado de uma testemunha.

Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, tutor do cavalo. Foto: Reprodução

A testemunha relatou que o cavalo branco de Andrey ficou exausto, deitou e parou de respirar. Acreditando que o animal havia morrido, Andrey teria dito: “se você tem coração, melhor não olhar”, antes de sacar um facão e cortar uma das patas do animal.

O jovem confirmou à polícia que mutilou o cavalo, mas alegou que o animal já estava morto. O caso foi registrado como ato de abuso contra animais com agravamento pela morte e segue sob investigação. Ninguém foi preso até o momento.

Foto: Reprodução

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