O candidato de direita José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile neste domingo (14), ao vencer o segundo turno das eleições presidenciais com 58,1% dos votos, segundo dados oficiais do Serviço Eleitoral do Chile (Servel), com 100% das urnas apuradas. A candidata de esquerda Jeannette Jara ficou com 41,8%.
Ex-ministra do Trabalho do governo do presidente Gabriel Boric, Jara reconheceu a derrota e parabenizou o adversário. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “a democracia falou alto e claro” e desejou êxito ao presidente eleito “pelo bem do Chile”.
Esta foi a primeira eleição presidencial chilena com voto obrigatório, o que ampliou significativamente a participação eleitoral e trouxe milhões de eleitores às urnas pela primeira vez. No primeiro turno, Jara havia sido a candidata mais votada, mas a soma dos votos das candidaturas de direita superou 50%, o que se confirmou no segundo turno com a transferência de apoios para Kast.
Líder do Partido Republicano, Kast disputou a Presidência pela terceira vez e consolidou a vitória após receber o apoio de candidatos de direita derrotados no primeiro turno, incluindo setores do conservadorismo tradicional e do liberalismo econômico. Sua campanha teve como principais bandeiras o endurecimento no combate ao crime organizado, o reforço das políticas de segurança pública e o controle da imigração irregular, temas que ganharam centralidade no debate eleitoral.
Durante a campanha, Kast também gerou repercussão ao comentar o cenário político brasileiro. Em declarações públicas, elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao presidente Lula, a quem chamou de corrupto, alinhando seu discurso a lideranças conservadoras da América Latina.
José Antonio Kast, de 59 anos, assumirá a Presidência da República em 11 de março de 2026. Em seu discurso após a vitória, afirmou que pretende governar para todos os chilenos e defendeu respeito entre situação e oposição durante seu mandato.

