O homem que mutilou as patas de um cavalo, em Bananal, foi condenado a nunca mais manter sob sua posse ou tutela qualquer espécie de animal, de qualquer porte, bem como a não trabalhar ou utilizar animais em quaisquer atividades, sob pena de multa. A informação foi divulgada pela página Fórum Animal.
Na prática, a Justiça decidiu que ele nunca mais poderá se aproximar de qualquer animal, além de ter sido condenado ao pagamento de indenização por dano moral coletivo.
Relembre o caso
A Justiça de São Paulo condenou Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz a 11 meses e 18 dias de detenção, além de 34 dias-multa, pelo crime de maus-tratos após mutilar as patas de um cavalo com um facão em Bananal, no interior do estado. O caso aconteceu em agosto de 2025 e repercutiu nas redes sociais.
Segundo a sentença da juíza Luciene Belan Ferreira Allemand, da Comarca de Bananal, os laudos veterinários apontam que o animal ainda estava vivo no momento em que teve as patas decepadas. A magistrada considerou que houve duas condutas autônomas de maus-tratos, ambas determinantes para a morte do cavalo.
Durante o julgamento, a juíza destacou que Andrey submeteu o cavalo a um esforço físico extremo em um trajeto para o qual o animal não tinha condicionamento adequado. A exaustão levou o cavalo a cair.
Mesmo assim, conforme aponta a decisão, o tutor obrigou o animal a se levantar e prosseguir, quando deveria ter buscado auxílio – algo que era possível, já que havia outras pessoas no percurso. Ainda segundo a sentença, após o cavalo cair pela segunda vez, Andrey decidiu mutilá-lo ainda vivo.
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