Hacienda Alsacia: a fazenda-laboratório da Starbucks que busca proteger o futuro do café
Centro de pesquisa tenta desenvolver plantas resistentes e evitar queda na oferta mundial de café
Foto: Reprodução
Com projeções internacionais apontando risco de redução de até 50% das áreas próprias para cultivo de café nas próximas décadas, a Starbucks intensificou o uso de sua fazenda na Costa Rica como um centro de respostas para a crise climática no setor. A Hacienda Alsacia, que pertence à empresa desde 2013, virou um dos principais laboratórios privados dedicados a evitar perda de produtividade e preservar a cadeia global da bebida.
O local, aos pés do vulcão Poás, realiza testes com híbridos mais resistentes a doenças e calor. A ferrugem, fungo que se espalha mais rapidamente com o aumento das temperaturas, já causou prejuízos milionários a produtores da América Latina. Na fazenda, pesquisadores trabalham para desenvolver mudas capazes de sobreviver sob condições mais extremas.
A iniciativa atende a uma preocupação crescente da indústria. Mais de 100 milhões de pessoas dependem economicamente da cafeicultura, e a instabilidade climática tem pressionado custos, reduzido safras e elevando preços internacionais.
Parte das mudas desenvolvidas na fazenda é distribuída gratuitamente a agricultores afetados, numa estratégia de compartilhamento que inclui produtores fora da base de fornecedores da empresa. A política busca evitar que regiões tradicionais deixem de produzir e comprometam o mercado global.
Além da pesquisa, a fazenda mantém um centro de visitação que apresenta práticas ambientais e processos produtivos. A empresa afirma que a estrutura funciona como vitrine para suas diretrizes de abastecimento ético, que incluem padrões sociais e ambientais para produtores.






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