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Funcionária da Petrobras critica retorno ao trabalho presencial

Empresa informou em janeiro que os dias de trabalho presencial iriam aumentar

Por Portal Aqui Vale

O Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro) divulgou, nesta quarta-feira (19), um vídeo em que uma funcionária da Petrobras diz estar preocupada com o retorno ao trabalho presencial. Ela afirma que a mudança tem causado “estresse” e “sintomas físicos” que nunca havia sentido antes. A mulher foi identificada como Luciana Frontin.

No vídeo publicado no Instagram, Luciana lê uma carta à Diretoria Executiva da Petrobras. Ela critica o aumento no número de dias de trabalho presencial para 3 por semana e afirma que a ideia de voltar já estaria afetando sua saúde e produtividade. Ela defende o modelo híbrido e pede que qualquer alteração seja negociada com os trabalhadores.

A diretoria da Petrobras informou no dia 09 de janeiro deste ano que iria aumentar, de dois para três, os dias presenciais das pessoas que estavam em teletrabalho – com exceção de PCD’s (pessoas com deficiência) e pais de PCD’s.

Confira a íntegra da carta lida por Luciana Frontin 

Só a ideia do impacto de voltar aos 3 dias de presencial já está me deixando preocupada, elevando meu nível de estresse, afetando minha saúde e minha produtividade. A antecipação dos 5 dias já está gerando ansiedade ao ponto de causar sintomas físicos, o que eu nunca senti em 17 anos de empresa.

Eu preciso de um ambiente de trabalho que seja compatível com as minhas necessidades para continuar produzindo de maneira saudável. Para isso, preciso manter um pouco de autonomia para gerenciar meu tempo e conseguir priorizar os cuidados com minha saúde e minha família.

Tem muita gente que, como eu, está sofrendo de ansiedade. Se vamos sacrificar nossa saúde e bem-estar pela empresa, no mínimo isso precisa fazer algum sentido para nós — e não está fazendo. O trabalho híbrido já se mostrou efetivo. Se a diretoria executiva acha realmente necessário mudar, só pedimos que isso seja feito de forma negociada, considerando as necessidades reais dos trabalhadores.

Segundo a nossa cartilha de valores da Petrobras, no que tange ao cuidado com as pessoas, está escrito que o gestor deve:

dedicar tempo periodicamente para falar sobre o bem-estar; a
tentar para a inclusão de pessoas pertencentes a grupos sub-representados;
demonstrar empatia ao lidar com as emoções e desafios das pessoas com as quais trabalha;
possibilitar que as pessoas expressem suas opiniões, ideias e preocupações….

Por isso, diretora Renata, eu escrevi uma carta aberta à nossa diretora Clarice e gostaria que a senhora a entregasse, por favor.

Eu peço à diretora Clarice, na qualidade de agente de bem-estar, que leve nosso pedido à diretoria executiva, para que as pessoas possam ser ouvidas e para que a empresa considere alternativas de transição ao trabalho presencial. Que as necessidades não só de mães solo, como eu, mas de tantas outras realidades que estão sendo impactadas, sejam avaliadas, para que tenhamos um ambiente mais inclusivo, que possibilite conciliar trabalho e vida pessoal de forma mais eficaz.

É doloroso para mim me sentir numa posição antagônica com a empresa. Por isso, me coloco à disposição para participar de discussões de forma construtiva. Quero trabalhar de forma conciliatória para encontrarmos soluções que atendam às necessidades tanto da empresa quanto dos funcionários. Muito obrigada pela atenção de vocês.

Foto: Divulgação

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