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Fraudes alimentares no Brasil: Saiba quais são os produtos que mais sofrem adulterações

Prática pode trazer riscos à saúde e economia

As fraudes alimentares ocorrem quando os ingredientes de um produto são alterados, substituídos ou adicionados sem o conhecimento do consumidor. A principal motivação por trás dessa prática é a alta demanda por alimentos e a busca por maiores lucros.

Isso pode envolver o uso de ingredientes de qualidade inferior ou até substâncias prejudiciais à saúde, como misturar óleos baratos com azeite extravirgem, vender carne de animais diferentes do informado ou adicionar corantes artificiais, adicionar amendoim a farinha de amêndoas ou até mesmo vender congelados contabilizando o peso do gelo.

As consequências incluem riscos à saúde, como intoxicações, alergias e doenças crônicas, além de danos à reputação das empresas, que perdem a confiança dos consumidores. A fraude alimentar também afeta o mercado, gerando prejuízos econômicos consideráveis.

No Brasil, o combate às fraudes alimentares é conduzido por órgãos como a ANVISA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), responsáveis pela fiscalização e regulamentação da produção e comercialização de alimentos. Além disso, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) monitora fraudes em produtos de origem animal, como carne e leite.

Os consumidores desempenham um papel importante na vigilância quanto a procedência dos produtos, verificação dos rótulos e a recusa à compra de alimentos de origem duvidosa, além de denúncia de práticas fraudulentas.

A FDA (Food and Drugs Administration) estima que cerca de 1% dos alimentos produzidos globalmente são fraudulentos, resultando em prejuízos anuais de cerca de US$ 40 bilhões. Entre os alimentos mais fraudados no mundo estão leite de vaca, azeite de oliva extravirgem, mel, carne bovina e pimenta em pó.

Uma pesquisa, publicada no Journal of Food Protection em março de 2024, também mostrou que 46% dos casos de adulteração representam riscos à saúde.

Em 2023, no Brasil, os produtos mais adulterados foram vinho, café, azeite, suco concentrado e água de coco. Foram feitas apreensões significativas, como 10 toneladas de café moído, 131 mil litros de azeite suspeitos de fraude, 66 mil litros de água de coco e 57 mil litros de vinho.

Para identificar possíveis fraudes, é importante estar atento às embalagens, rótulos, selos de inspeção, sabor, cor, textura e aroma dos produtos. Caso identifique algo diferente, o consumidor pode entrar em contato com o fabricante, ou ainda pedir ajuda do MAPA, que atende as ocorrências e realiza testes laboratoriais para comprar alterações nos produtos.

Uma dica importante, é ficar alerta a preços muito baixos. As grandes produções têm custo e repassam isso ao consumidor. Um produto de valor muito abaixo de mercado certamente tem qualidade inferior.

Foto: Reprodução

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