Durante o período de férias escolares, cresce entre as famílias brasileiras a procura por atividades que incentivem o movimento e a convivência social, longe das telas. Levantamento da empresa de pesquisa Toluna aponta que 27% dos brasileiros planejam reduzir o tempo gasto nas redes sociais em 2026, tendência que se reflete diretamente nas escolhas de lazer durante o recesso.
O estudo indica uma mudança de comportamento associada à chamada “fadiga digital”, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos. Nessa faixa etária, 67% afirmam priorizar a prática de exercícios físicos, 64% destacam a alimentação saudável e 53% apontam as viagens como objetivo. Com isso, parques, áreas verdes e espaços recreativos ganham destaque como opções para ocupar o tempo livre de crianças e adolescentes.
Em São José dos Campos, a moradora Cristiane Oliveira relata que o período de férias costuma ser um incentivo para reduzir o uso de celulares e videogames em casa. Mãe de Felipe, de 13 anos, ela observa mudanças no comportamento do filho quando há excesso de tempo diante das telas. “Ele fica mais agitado e menos disposto. As atividades ao ar livre ajudam a gastar energia, equilibrar a rotina e melhoram o humor”, afirma.
Segundo ela, além dos benefícios físicos, o contato com ambientes coletivos favorece a socialização. “Em parques e espaços recreativos, ele convive melhor com outras crianças, aprende a compartilhar e a respeitar regras”, completa.
Especialistas apontam que o estímulo ao lazer ativo durante as férias pode contribuir para hábitos mais saudáveis ao longo do ano, além de fortalecer vínculos familiares e sociais.
Em São José dos Campos, espaços de lazer têm ampliado a oferta de atividades voltadas à interação presencial e ao movimento, acompanhando a demanda de famílias que buscam alternativas ao uso excessivo de telas durante as férias.
Um dos exemplos é o Big Jump USA, parque de aventura com unidades na cidade e no Rio de Janeiro. O espaço reúne atrações como trampolins interligados, tirolesas, parede de escalada, balanços, tobogãs e jogos interativos, com estrutura pensada para diferentes faixas etárias. A proposta é estimular a prática de atividades físicas e a convivência entre crianças, jovens e adultos.
De acordo com o CEO do Big Jump USA, Chris McFly, a presença de famílias inteiras no parque tem se tornado cada vez mais comum. “É comum ver pais e filhos brincando juntos nas camas elásticas. Já presenciei três gerações — avós, pais e netos — participando das atividades ao mesmo tempo”, afirma.

