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EUA registram primeiro caso humano de “verme comedor de carne”

No fim de agosto de 2025, um paciente apresentou sintomas como: lesões dolorosas na pele, inchaço, secreções e a inquietante sensação de algo se movendo sob a pele

Por Portal Aqui Vale
Foto: Reprodução

As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram nesta semana o que especialistas classificam como um caso raro de miíase por “verme comedor de carne”, identificada em um residente de Maryland que havia retornado recentemente de El Salvador.

No fim de agosto de 2025, um paciente apresentou sintomas como: lesões dolorosas na pele, inchaço, secreções e a inquietante sensação de algo se movendo sob a pele. O diagnóstico foi feito pelas autoridades de saúde do estado, em conjunto com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

A condição se originou a partir das larvas de uma mosca conhecida como gusano barrenador, cujas larvas se alimentam de tecido vivo. Essas moscas depositam ovos em feridas abertas ou regiões com secreções, e, em poucas horas (entre 12 e 24), as larvas eclodem e começam a penetrar o tecido do hospedeiro, causando infecção e inflamação intensas.

No Brasil, por exemplo, é mais comum um tipo de berne que se alimenta de tecido morto ou necrosado, mas as larvas da varejeira-do-novo-mundo se diferenciam por se alimentar de tecido vivo, tornando-a especialmente agressiva.

O paciente iniciou tratamento com a remoção manual das larvas e a devida higienização da ferida, procedimento essencial para evitar complicações adicionais.

Embora a miíase seja mais comum em animais — especialmente pecuária — esse é o primeiro registro humano do tipo nos EUA, reforçando sua raridade. O paciente havia viajado para El Salvador, país com circulação reconhecida dessa infecção, e retornou com os sintomas.

Já as autoridades afirmam que o risco para a saúde pública nos EUA é muito baixo. O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) informou que se uniu a outras agências agrícolas, ao Departamento de Estado e à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para responder ao caso.

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