Durante um jogo universitário no último sábado (15), estudantes de medicina da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, foram fotografados segurando uma bandeira com a frase “entra p****, escorre sangue”, relacionada ao crime de estupro e originada de um antigo hino da atlética de medicina, banido em 2017.
O Coletivo Francisca, formado por alunas e ex-alunas da instituição, denunciou o ocorrido em uma nota, destacando que a atitude fere a dignidade das mulheres e ameaça seu bem-estar. O grupo pediu que a Atlética adotasse medidas para proteger a saúde mental e física das mulheres no ambiente acadêmico. A Faculdade Santa Marcelina repudiou o episódio e abriu um procedimento de sindicância interna, com possibilidade de penalidades como advertência, suspensão ou expulsão.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher, também iniciou uma investigação.
Leia a nota da Faculdade na íntegra:
“A Faculdade Santa Marcelina se manifesta veementemente contrária ao ocorrido no último dia 15 de fevereiro, em uma competição esportiva que contou com a participação de estudantes do curso de Medicina, integrantes da Associação Atlética Acadêmica (AAAPV).
A instituição esclarece que, no ato de matrícula, o aluno aceita um compromisso formal com a faculdade, de respeito aos seus princípios éticos e morais, à dignidade acadêmica e à legislação vigente. Atitudes como essa constituem agravo à instituição e sua tradição, missão e valores e também à sociedade como um todo.
Nesse sentido, a Faculdade Santa Marcelina já iniciou um procedimento de sindicância interna para apuração dos fatos e os alunos da instituição responsáveis pelos atos (que ocorreram fora de suas dependências) serão penalizados conforme os princípios estabelecidos e a gravidade da infração. Entre as punições estão advertências verbais e escritas, suspensão e até desligamento (expulsão) da faculdade.”
Foto: Reprodução Redes Sociais
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