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Estado de São Paulo cria gabinete de crise após temporais atingirem o litoral

Diante do intenso volume de chuvas que atinge o litoral paulista desde o último fim de semana, a Defesa Civil do Estado de São Paulo instalou um Gabinete de Crise, nesta segunda-feira (23), para acompanhar e coordenar as ações de emergência e assistência à população.

A estrutura foi montada no Palácio dos Bandeirantes e funciona presencialmente das 8h às 20h, reunindo representantes de órgãos estaduais e municipais em uma ação integrada de resposta às ocorrências provocadas pelas precipitações na Baixada Santista e no Litoral Norte.

Nas últimas 24 horas, diversas cidades da região registraram altos acumulados de chuva. Peruíbe teve até 185 mm, enquanto Bertioga, Ubatuba, Itanhaém, Praia Grande e Guarujá também registraram volumes acima de 130 mm em curtos períodos de tempo — níveis considerados elevados para o mês de fevereiro. No acumulado de 48 horas, o volume em Peruíbe chegou a 271 mm.

Esses números motivaram a emissão de alerta laranja pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indica possibilidade de chuva entre 30 mm e 60 mm por hora, ou até 100 mm em um dia, com risco de alagamentos e deslizamentos de terra.

O gabinete de crise tem como missão monitorar em tempo real as condições meteorológicas, orientar equipes no terreno e articular a distribuição de ajuda onde for necessário. Equipes da Defesa Civil estadual e das prefeituras percorrem áreas de risco para vistoriar encostas, cursos d’água e pontos com histórico de deslizamentos, além de orientar moradores sobre medidas de segurança.

Como parte da resposta humanitária, o governo do estado e o Fundo Social estão distribuindo insumos emergenciais para os municípios mais afetados. Para Peruíbe, são enviados kits de higiene, água potável e dormitório; já Ubatuba recebe cestas básicas, kits de limpeza, roupas, cobertores, sapatos, brinquedos e até ração para animais de estimação.

Além disso, as rodovias que ligam o interior de São Paulo ao litoral continuam sob monitoramento e, em alguns trechos, com interdições parciais ou totais devido ao risco de deslizamentos e quedas de barreiras — uma medida preventiva que pode afetar o tráfego de veículos nas estradas da região.

A Defesa Civil reforça a importância de que moradores e visitantes evitem trânsito por áreas de risco, acompanhem os alertas oficiais e não tentem atravessar trechos alagados ou instáveis. A participação da população em manter a comunicação aberta com as autoridades é considerada essencial numa situação de risco meteorológico.

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